Dois condenados pelo caso Marielle são transferidos para Bangu 8 no Rio

Domingos Brazão e Rivaldo Barbosa deixam presídios federais após decisão do STF; transferência ocorre semanas depois da condenação unânime dos envolvidos no assassinato da vereadora.

Fonte: Douglas Corrêa - Repórter da Agência Brasil - 20

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Dois condenados pelo caso Marielle são transferidos para Bangu 8 no Rio
© Fernando Frazão/Agência Brasil e Câmara dos Deputdos/Divulgação

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  • O ex-conselheiro do TCE-RJ Domingos Brazão foi transferido para o presídio Bangu 8 por decisão do ministro Alexandre de Moraes.
  • A transferência ocorre após o fim da fase de instrução do caso Marielle Franco e Anderson Gomes, reduzindo o risco de interferência.
  • Os condenados, incluindo Domingos Brazão, Rivaldo Barbosa, Chiquinho Brazão e Ronald Paulo Alves Pereira, somam longas penas e indenização de R$ 7 milhões.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

O ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), Domingos Brazão, um dos mandantes condenados pela morte da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, foi transferido na tarde desta quarta-feira (18) para o presídio Pedrolino Werling de Oliveira, o Bangu 8, no Complexo de Gericinó. A movimentação atende a uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou que o encerramento da fase de instrução e a estabilização das provas reduziram o risco de interferência dos réus no processo.

Na terça-feira (17), o ex-secretário de Polícia Civil do Rio, Rivaldo Barbosa, também chegou à unidade vindo da penitenciária federal de Mossoró (RN). Barbosa foi condenado a 18 anos de prisão por corrupção passiva e obstrução à Justiça, ao atuar dolosamente para negligenciar as investigações iniciais do crime. Já Domingos Brazão cumpre pena de 76 anos e três meses de reclusão, sentenciada por unanimidade pela Primeira Turma do STF em fevereiro de 2026, pelos crimes de organização criminosa armada e duplo homicídio qualificado.

O ministro Alexandre de Moraes justificou a transferência afirmando que, embora ambos ocupassem o topo de uma estrutura violenta que exigia o isolamento em presídios federais, o cenário atual não demonstra risco concreto à segurança pública que justifique o afastamento do sistema prisional ordinário. Além das penas de reclusão, os condenados deverão pagar, de forma solidária, uma indenização de R$ 7 milhões às famílias das vítimas e à sobrevivente do atentado, a assessora Fernanda Chaves.

A decisão de retorno ao sistema penitenciário fluminense ocorre oito anos após o atentado na região central do Rio. Além de Brazão e Barbosa, o ex-deputado Chiquinho Brazão também foi condenado a 76 anos de prisão como mandante, enquanto o major da PM Ronald Paulo Alves Pereira recebeu pena de 56 anos por monitorar a rotina da vereadora antes da execução.

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