Sensor de baixo custo para medir poluição do ar será lançado em evento indígena

Equipamento desenvolvido por instituições brasileiras promete ampliar monitoramento da qualidade do ar, especialmente em áreas da Amazônia e comunidades tradicionais

Fonte: Fabíola Sinimbú - repórter da Agência Brasil - 50

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Sensor de baixo custo para medir poluição do ar será lançado em evento indígena
foto - Paulo Pinto/Agencia Brasil

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  • Sensor de baixo custo para medir poluição do ar é lançado em Brasília, desenvolvido pelo Ipam e UFPA para ampliar o monitoramento.
  • Primeiro lote de 60 sensores será distribuído pela rede Conexão Povos da Floresta, com meta de 200 equipamentos na Amazônia Legal até o fim do ano.
  • Tecnologia adaptada à realidade amazônica permitirá monitorar poluição, umidade e temperatura, apoiando políticas públicas e ações de saúde e prevenção a queimadas.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

Um sensor de baixo custo para medir a poluição do ar será lançado nesta segunda-feira (6), durante o Acampamento Terra Livre, em Brasília. O equipamento foi desenvolvido pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia em parceria com a Universidade Federal do Pará.

Segundo os pesquisadores, a tecnologia busca ampliar o monitoramento da qualidade do ar no país, especialmente em regiões que ainda não contam com cobertura adequada, como áreas rurais, unidades de conservação e territórios indígenas.

Monitoramento ainda é limitado

Dados do Ministério do Meio Ambiente apontam que o Brasil possui cerca de 570 estações de monitoramento da qualidade do ar, mas apenas 12 estão localizadas em Terras Indígenas.

A proposta do novo sensor é justamente ampliar esse alcance, permitindo medições mais completas conforme previsto na Política Nacional de Qualidade do Ar.

Rede de monitoramento na Amazônia

O primeiro lote com 60 sensores será distribuído por meio da rede Conexão Povos da Floresta, que reúne organizações como a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira, a Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas e o Conselho Nacional de Saúde.

A iniciativa prevê a criação da chamada RedeAr, com início previsto para setembro, que irá monitorar poluição, umidade e temperatura em áreas da Amazônia Legal. A meta é alcançar cerca de 200 sensores instalados até o fim do ano.

Tecnologia adaptada à realidade amazônica

Diferente de equipamentos importados, o sensor nacional foi desenvolvido considerando as condições da Amazônia, com proteção contra insetos, poeira e outros fatores ambientais que costumam comprometer o funcionamento dos aparelhos.

Além disso, o equipamento consegue armazenar dados mesmo sem conexão com a internet e permite integração com outros sistemas de monitoramento.

Impactos na saúde e no meio ambiente

Estudos apontam que, em 2024, regiões da Amazônia enfrentaram até 138 dias com ar considerado nocivo à saúde, em decorrência de eventos extremos como secas e queimadas.

Com a ampliação da rede de monitoramento, a expectativa é fortalecer políticas públicas, programas de educação ambiental e ações de prevenção a queimadas, além de melhorar o acompanhamento de doenças respiratórias em populações vulneráveis.

O equipamento ficará exposto durante a programação do evento, que segue até o dia 11 de abril na capital federal.

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