Debate na RemaTV: Pedro Abib usa dados e confronta antigos gestores

Candidato defendeu políticas baseadas em evidências, industrialização e inovação, além de cobrar resultados de adversários que já exerceram cargos públicos.

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Debate na RemaTV: Pedro Abib usa dados e confronta antigos gestores

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Pedro Abib adotou uma postura técnica e fiscalizadora durante o debate entre os candidatos ao Governo de Rondônia. Professor, médico-veterinário, advogado e gestor, ele procurou se apresentar como alternativa aos grupos políticos tradicionais e utilizou dados para questionar adversários com experiência no Executivo.

O encontro foi realizado na terça-feira (1º), pela REMA TV, canal 5.1, e retransmitido simultaneamente pelo News Rondônia.

Logo na apresentação, Pedro afirmou que uma eleição deve ser decidida por propostas, e não pela quantidade de dinheiro, bandeiras ou veículos de campanha. Ao longo do debate, reforçou a intenção de construir políticas públicas a partir de diagnósticos, indicadores e planejamento.

Ciência e inovação como estratégia econômica

Ao responder à Universidade Federal de Rondônia, Pedro defendeu uma aproximação permanente entre o governo estadual, a UNIR e outras instituições de pesquisa.

O candidato afirmou que pretende formular políticas públicas baseadas em dados e fortalecer os programas de pós-graduação. Também colocou ciência, tecnologia e inovação como instrumentos para industrializar Rondônia e reduzir a dependência da exportação de matérias-primas.

Sua proposta é aproximar o governo da Fiero, da Fecomércio, das universidades e do setor produtivo para desenvolver uma nova matriz econômica.

Embates com Hildon e Adailton

Pedro protagonizou um dos confrontos mais duros com Hildon Chaves. Ele citou o desempenho de Porto Velho no Índice de Progresso Social e questionou se a posição da capital seria consequência de ineficiência administrativa.

Hildon atribuiu o resultado principalmente aos problemas históricos de saneamento e defendeu as entregas de sua gestão. Pedro rebateu dizendo que o êxito da administração pública precisa ser medido pela melhoria da qualidade de vida, e não apenas pela execução de obras.

Com Adailton Fúria, o enfrentamento ocorreu em torno da saúde materno-infantil. Pedro apresentou indicadores de mortalidade materna, infantil e neonatal atribuídos a Rondônia e responsabilizou a atual estrutura estadual pelos resultados.

Adailton respondeu com os avanços que afirmou ter realizado na maternidade de Cacoal e contestou a tentativa de vinculá-lo integralmente aos problemas do atual governo.

Segurança e regularização fundiária

Pedro apresentou os chamados “três Is” para a segurança pública: integração, inteligência e investimento. Segundo ele, o combate ao crime precisa unir forças estaduais e federais, especialmente diante da extensão da fronteira de Rondônia.

Na regularização fundiária, defendeu uma governança baseada em tecnologia e afirmou que a demora na análise de cadastros rurais impede o acesso ao crédito e limita o desenvolvimento do campo.

Principal força apresentada

O ponto mais forte de Pedro foi a utilização de indicadores para confrontar promessas e resultados administrativos. Ele procurou transformar cada pergunta em uma cobrança sobre eficiência, planejamento e responsabilidade na aplicação do dinheiro público.

Sua participação também evidenciou uma estratégia política: posicionar-se como candidato preparado tecnicamente e independente dos grupos que já governaram Rondônia.

Nas considerações finais, criticou o que chamou de “velha política” e prometeu formar uma equipe técnica, sem compromissos com grupos econômicos ou estruturas tradicionais de poder.

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