Café e óleo de soja ficam mais baratos em maio, aponta levantamento

Pesquisa da Conab e do Dieese mostra queda nos preços do café, óleo de soja, açúcar e banana, enquanto cesta básica segue em alta nas capitais.

Fonte: 'CONAB - Assessoria de Imprensa' - 50

Publicado em

Café e óleo de soja ficam mais baratos em maio, aponta levantamento

Compartilhe esta notícia:

Nos siga no Google News
  • Café em pó, óleo de soja, açúcar e banana tiveram quedas de preço em maio na maior parte das capitais, por maior oferta.
  • Batata, tomate, carne bovina, feijão e leite integral ficaram mais caros em maio, mantendo a pressão sobre o custo da alimentação.
  • Apesar de Porto Velho ter uma das cestas mais baratas, o custo da cesta básica subiu em todas as capitais e acumula alta média de 14,89% desde dezembro de 2025.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

O preço do café em pó e do óleo de soja apresentou queda na maior parte das capitais brasileiras durante o mês de maio. O levantamento, divulgado pela Conab em parceria com o Dieese, também apontou redução nos valores do açúcar e da banana, refletindo o aumento da oferta desses produtos no mercado varejista.

De acordo com a Análise Mensal da Cesta Básica, o café em pó registrou redução de preços em 23 capitais brasileiras. As boas perspectivas para a safra e o avanço da colheita contribuíram para o recuo do produto, que apresentou sua maior queda em Campo Grande, onde os preços ficaram 7,86% menores.

O óleo de soja também seguiu a tendência de baixa. O aumento da oferta interna favoreceu a redução dos preços ao consumidor, com destaque para Macapá, onde o produto ficou 7,87% mais barato.

Outro destaque foi o açúcar, que apresentou queda em 21 capitais brasileiras. Em Macapá, a redução chegou a expressivos 20,41%, resultado diretamente ligado ao aumento da disponibilidade do produto no mercado.

A banana também registrou preços menores em boa parte do país. O maior recuo foi observado novamente em Campo Grande, onde a fruta apresentou redução de 10,84% em comparação com o mês anterior.

Alguns alimentos continuam pressionando o orçamento

Apesar da redução em parte dos produtos, diversos itens essenciais da cesta básica apresentaram alta durante maio.

Batata, tomate, carne bovina, feijão e leite integral ficaram mais caros na maioria das capitais monitoradas, demonstrando que o custo da alimentação continua pressionando o orçamento das famílias brasileiras.

A batata foi um dos produtos com maior impacto. O encerramento da safra das águas e o início da colheita da safra de inverno reduziram a oferta disponível, elevando os preços em todas as capitais das regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul.

O tomate também registrou forte valorização. Em Porto Alegre, os preços ficaram até 44,8% maiores no período analisado.

Já a carne bovina de primeira apresentou aumento em 26 capitais brasileiras. Em Porto Velho, a elevação chegou a 7,35%, uma das maiores registradas no levantamento.

O feijão continuou em trajetória de alta. No caso do feijão-carioca, os aumentos variaram entre 1,13% em Cuiabá e 31,36% em Macapá, refletindo oscilações na oferta e nas condições de comercialização.

Porto Velho tem uma das cestas básicas mais baratas do país

Mesmo com a alta dos alimentos, Porto Velho aparece entre as capitais com menor custo médio da cesta básica no Brasil.

Segundo o levantamento, o valor médio da cesta na capital rondoniense ficou em R$ 689,88, atrás apenas de:

  • São Luís (R$ 651,15)
  • Aracaju (R$ 652,73)
  • Rio Branco (R$ 689,11)

Logo depois aparecem Porto Velho e Maceió, com custo médio de R$ 696,55.

No entanto, apesar de estar entre as capitais mais acessíveis, a cesta básica apresentou aumento em todas as cidades pesquisadas durante maio.

As variações mensais ficaram entre 1,73% em Campo Grande e 8,05% em Recife, demonstrando que o custo dos alimentos continua avançando em praticamente todo o país.

Acumulado do ano segue em alta

Entre dezembro de 2025 e maio de 2026, o custo da cesta básica acumulou aumento em todas as capitais analisadas.

A média nacional de crescimento foi de 14,89%, evidenciando que, apesar das quedas pontuais observadas em alguns produtos, a alimentação continua mais cara para os consumidores brasileiros.

Os menores aumentos acumulados foram registrados em:

  • São Luís: 3,45%
  • Campo Grande: 8,41%
  • Macapá: 10,07%
  • Porto Alegre: 11,02%
  • Boa Vista: 11,82%
  • Brasília: 12,3%
  • São Paulo: 12,56%

Monitoramento ampliado

A parceria entre Conab e Dieese foi ampliada em 2024 com o objetivo de fortalecer o acompanhamento dos preços dos alimentos e contribuir para políticas públicas relacionadas à segurança alimentar e abastecimento.

A pesquisa passou de 17 para 27 capitais monitoradas, permitindo uma análise mais abrangente da evolução dos preços da cesta básica e do impacto dos alimentos no orçamento das famílias brasileiras.

Os dados detalhados da pesquisa estão disponíveis nos canais oficiais da Conab e do Dieese.

NEWS QUE VOCÊ VAI QUERER LER

DESTAQUE NEWS

EMPREGOS E CONCURSOS

POLÍTICA

POLÍCIA

ÚLTIMAS NOTÍCIAS