Exportações aos EUA caem após tarifas de Trump

Vendas brasileiras para os Estados Unidos recuaram em abril, enquanto exportações para a China dispararam mais de 32%.

Fonte: Wellton Máximo - Repórter da Agência Brasil - 50

Publicado em

Exportações aos EUA caem após tarifas de Trump
foto - MAPA/Divulgação

Compartilhe esta notícia:

Nos siga no Google News
  • Exportações brasileiras para os EUA caíram 11,3% em abril, nona queda consecutiva desde as sobretaxas impostas em 2025.
  • Exportações para a China cresceram 32,5% em abril, gerando superávit de US$ 5,56 bilhões e fortalecendo o país como principal parceiro.
  • Apesar de menor volume exportado, a alta internacional do preço do petróleo bruto elevou a receita brasileira com a commodity em abril.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

As exportações brasileiras para os Estados Unidos registraram queda de 11,3% em abril, na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

Enquanto o mercado norte-americano perdeu força, as vendas brasileiras para a China avançaram de forma expressiva, com crescimento de 32,5% no mesmo período.

As exportações para os EUA somaram US$ 3,121 bilhões em abril de 2026, abaixo dos US$ 3,517 bilhões registrados em abril de 2025. Já as importações de produtos norte-americanos também recuaram, caindo 18,1%.

Com isso, a balança comercial entre Brasil e Estados Unidos fechou o mês com um superávit de US$ 20 milhões para o lado brasileiro.

Segundo o governo federal, esta foi a nona queda consecutiva nas exportações brasileiras ao mercado norte-americano desde a imposição das sobretaxas aplicadas pelo governo do presidente Donald Trump em 2025.

Mesmo após a retirada parcial de alguns produtos da lista tarifária, o Ministério do Desenvolvimento estima que cerca de 22% das exportações brasileiras ainda continuam sujeitas às tarifas extras impostas pelos Estados Unidos.

Entre os produtos afetados estão itens submetidos à sobretaxa adicional de 40%, além de mercadorias que acumulam tarifas ainda maiores devido à incidência conjunta da taxa-base norte-americana.

Apesar da retração, o diretor do Departamento de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior, Herlon Brandão, afirmou que os números indicam uma recuperação gradual do comércio bilateral.

Na direção oposta, a China consolidou ainda mais sua posição como principal parceiro comercial do Brasil. As exportações brasileiras para o país asiático atingiram US$ 11,610 bilhões em abril, contra US$ 8,763 bilhões no mesmo mês do ano anterior.

As importações vindas da China também cresceram, avançando 20,7% no período.

Com isso, o Brasil registrou superávit comercial de US$ 5,56 bilhões com os chineses apenas em abril.

No acumulado do ano, as exportações brasileiras para a China já somam US$ 35,61 bilhões, crescimento de 25,4% em relação ao primeiro quadrimestre de 2025.

O cenário evidencia uma mudança importante na dinâmica do comércio exterior brasileiro, em meio às tensões tarifárias globais e à reorganização das cadeias internacionais de fornecimento.

Outro destaque do relatório da Secex foi o desempenho do petróleo bruto. Embora o volume exportado tenha recuado em abril, a alta internacional dos preços impulsionada pela guerra no Oriente Médio elevou a receita obtida pelo Brasil com as vendas externas da commodity.

Segundo o governo, o aumento nos preços internacionais compensou parcialmente a queda no volume exportado, mantendo o petróleo entre os principais produtos da pauta brasileira de exportação.

NEWS QUE VOCÊ VAI QUERER LER

DESTAQUE NEWS

EMPREGOS E CONCURSOS

POLÍTICA

POLÍCIA

ÚLTIMAS NOTÍCIAS