Preço da maçã cai nas Ceasas e puxa recuo no atacado

Boletim da Conab aponta queda no preço da maçã nas Ceasas, com maior oferta no mercado; laranja e mamão também recuam, enquanto hortaliças sobem.

Fonte: 'CONAB - Assessoria de Imprensa' - 50

Publicado em

Preço da maçã cai nas Ceasas e puxa recuo no atacado

Compartilhe esta notícia:

Nos siga no Google News
  • O preço da maçã caiu em média 8,89% nas Ceasas, devido ao aumento da oferta com a intensificação da colheita.
  • Hortaliças tiveram altas expressivas, com tomate (+38,83%), cebola (+52,16%) e cenoura (+59,15%) puxando a valorização.
  • As exportações de hortigranjeiros atingiram 337 mil toneladas no 1º trimestre de 2026, faturando US$ 378,5 milhões, alta de 18%.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

O preço da maçã registrou queda nas principais Centrais de Abastecimento do país, segundo boletim divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento. A redução média foi de 8,89% no atacado, influenciada pelo aumento da oferta com a intensificação da colheita.

De acordo com o levantamento do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), o avanço da safra das variedades gala e fuji ampliou a disponibilidade da fruta no mercado, pressionando os preços para baixo.

A expectativa para a atual safra é de crescimento na produção em relação ao ciclo anterior. O desempenho é atribuído às condições climáticas favoráveis registradas no último inverno, que garantiram o acúmulo adequado de horas de frio, fator essencial para a qualidade da maçã.

Além da fruta, outros produtos também apresentaram recuo. A laranja teve redução média de 2% nas cotações, mesmo com a aproximação do fim da safra no cinturão citrícola. Já o mamão apresentou queda em diversas regiões, impulsionada pelo aumento da oferta da variedade papaya.

Por outro lado, alguns itens seguiram em alta. A banana registrou elevação média de 10,56%, reflexo da menor oferta da variedade nanica em regiões produtoras relevantes. A melancia também teve valorização, com alta de 10,81%, impulsionada pela demanda em mercados regionais.

No segmento de hortaliças, o cenário foi de aumento generalizado. A alface subiu 4,93%, influenciada pela redução da oferta e pela demanda elevada. A batata apresentou alta de 18,99%, com menor envio de estados produtores.

O tomate teve uma das maiores variações, com aumento de 38,83%. O calor acelerou a maturação e reduziu a disponibilidade do produto, impactando diretamente os preços. A cebola também registrou forte alta, de 52,16%, com queda na produção nacional e entrada de produto importado.

Outro destaque foi a cenoura, que teve elevação de 59,15%. A menor oferta e o aumento nos custos de transporte contribuíram para a valorização do produto nas Ceasas.

No comércio exterior, o setor também apresentou crescimento. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços mostram que, no primeiro trimestre de 2026, o volume exportado chegou a 337 mil toneladas, alta de 12% em relação ao mesmo período do ano anterior. O faturamento alcançou US$ 378,5 milhões, crescimento de 18%.

O boletim também destaca o papel das Ceasas e da Conab no apoio à agricultura familiar, facilitando o acesso ao mercado e incentivando a capacitação de produtores.

O levantamento reforça a dinâmica do setor hortigranjeiro, marcada por variações constantes de oferta e demanda, com impacto direto nos preços ao consumidor e na renda dos produtores.

NEWS QUE VOCÊ VAI QUERER LER

DESTAQUE NEWS

EMPREGOS E CONCURSOS

POLÍTICA

POLÍCIA

ÚLTIMAS NOTÍCIAS