Atividade econômica cresce 0,6% em fevereiro puxada pela indústria

IBC-Br interrompe trajetória de estagnação com avanço em todos os setores; índice acumula alta de 1,9% em doze meses e serve de guia para taxa de juros.

Fonte: Andreia Verdélio - Repórter da Agência Brasil - 20

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Atividade econômica cresce 0,6% em fevereiro puxada pela indústria
© Prefeitura de Campo Grande/Divulgação

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  • O IBC-Br do Banco Central cresceu 0,6% em fevereiro, impulsionado por alta na indústria, agropecuária e serviços.
  • Em 12 meses até fevereiro, o índice acumula alta de 1,9%, mas caiu 0,3% frente a fevereiro de 2025, sem ajuste sazonal.
  • O IBC-Br, usado pelo Copom para calibrar a Selic de 14,75% ao ano, difere do PIB; em 2025 a economia cresceu 2,3%.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

A atividade econômica brasileira registrou crescimento no mês de fevereiro, conforme dados divulgados nesta quinta-feira (16) pelo Banco Central (BC). O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado um termômetro do ritmo da economia, apresentou alta de 0,6% na comparação com o mês anterior, utilizando dados dessazonalizados. O resultado foi impulsionado pelo desempenho positivo da indústria, que cresceu 1,2%, além de avanços na agropecuária (0,2%) e no setor de serviços (0,3%).

No acumulado de 12 meses até fevereiro, o indicador registra uma expansão de 1,9%. No entanto, na comparação direta com fevereiro de 2025, houve um recuo de 0,3% (sem ajuste sazonal), refletindo a base de comparação elevada do ano anterior. O IBC-Br consolida informações sobre o nível de produção nos principais setores produtivos e o volume de impostos, servindo como uma ferramenta essencial para o monitoramento da economia em tempo real.

O desempenho do índice é um dos principais subsídios utilizados pelo Comitê de Política Monetária (Copom) para definir o rumo da Taxa Selic, atualmente fixada em 14,75% ao ano. Como a Selic é o instrumento central para o controle da inflação, o BC utiliza a evolução da atividade econômica para calibrar os juros básicos. O crescimento observado em fevereiro sinaliza uma resiliência do setor produtivo brasileiro diante do atual patamar das taxas de juros no país.

Embora seja frequentemente tratado pelo mercado como uma “prévia do PIB”, o Banco Central ressalta que o IBC-Br possui metodologia distinta do indicador oficial calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Enquanto o PIB foca na soma de todos os bens e serviços finais, o índice do BC funciona como um sinalizador de tendência para a política monetária. Em 2025, a economia brasileira fechou o ano com alta de 2,3%, consolidando o quinto ano consecutivo de crescimento econômico nacional.

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