Juros do cartão de crédito sobem e pressionam orçamento

Taxa média do rotativo atingiu 435,9% ao ano em fevereiro, impulsionando o custo do crédito para as famílias brasileiras segundo dados do Banco Central.

Fonte: Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil - 20

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Juros do cartão de crédito sobem e pressionam orçamento
© Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo

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  • A taxa média de juros para pessoas físicas subiu 1 ponto percentual em fevereiro, alcançando 62% ao ano.
  • O cartão de crédito rotativo avançou 11,4 pontos percentuais, chegando a 435,9% ao ano, influenciado pela alta da Selic.
  • A inadimplência atingiu 4,3%, enquanto famílias comprometem 29,3% da renda com dívidas; empresas pagam em média 24,9% ao ano.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

A taxa média de juros cobrada pelos bancos das famílias brasileiras registrou alta em fevereiro, impulsionada principalmente pelo custo do cartão de crédito rotativo. Segundo as Estatísticas Monetárias e de Crédito divulgadas pelo Banco Central (BC) nesta segunda-feira, 30 de março, a taxa para pessoas físicas subiu 1 ponto percentual no mês, alcançando 62% ao ano.

O cartão de crédito rotativo, modalidade acionada quando o consumidor não quita o valor total da fatura, saltou 11,4 pontos percentuais em fevereiro. Com esse avanço, a taxa chegou a 435,9% ao ano, mantendo-se como uma das mais elevadas do mercado financeiro, apesar das medidas de limitação em vigor desde 2024.

O cenário reflete o ciclo de elevação da taxa Selic, que atualmente está em 14,75% ao ano. Embora o Comitê de Política Monetária (Copom) tenha reduzido a taxa básica em 0,25 ponto percentual na última reunião, o impacto das altas anteriores ainda repercute no crédito livre, onde as instituições têm autonomia para definir os juros.

Para as empresas, o comportamento foi oposto, com recuo de 0,1 ponto percentual nas novas contratações, fixando a média em 24,9% ao ano. O destaque positivo foi o capital de giro de curto prazo, que apresentou redução mensal de 3,1 pontos percentuais, fechando o período em 22,5%.

A inadimplência, que considera atrasos superiores a 90 dias, também apresentou crescimento, atingindo 4,3% em fevereiro. O endividamento das famílias brasileiras permanece em patamar elevado, comprometendo cerca de 29,3% da renda mensal com o pagamento de dívidas, conforme os dados mais recentes apurados pelo BC.

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