MPRO reforça prevenção e combate a incêndios florestais em Rondônia

Integração entre mais de 20 instituições busca antecipar respostas aos incêndios e reduzir impactos sobre a floresta, comunidades e saúde.

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MPRO reforça prevenção e combate a incêndios florestais em Rondônia

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O Ministério Público de Rondônia (MPRO), por meio do Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente (Gaema), reforçou a atuação integrada para prevenção e combate aos incêndios florestais em Rondônia. O trabalho acompanha as ações estaduais desde 2024 e ganhou continuidade em 2025 e 2026, com planejamento antecipado diante do cenário de estiagem na região amazônica.

A estratégia foi discutida nesta terça-feira (18), durante a 9ª reunião estratégica do Comitê Estadual de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais (CEPCIF), realizada no Centro de Treinamento Operacional do Corpo de Bombeiros Militar de Rondônia (CBMRO), em Porto Velho.

O encontro reuniu mais de 20 instituições estaduais, federais e de segurança pública. Participaram pelo MPRO a coordenadora do Gaema, promotora de Justiça Valéria Giumelli Canestrini, e a assistente Thaylla Araújo dos Santos.

A reunião teve como objetivos avaliar o cenário atual, alinhar medidas preventivas e definir estratégias de resposta para ocorrências de incêndios florestais.

Fumaça pode vir de outros estados

Durante o encontro, foram apresentados cenários relacionados aos efeitos do fenômeno El Niño e às condições de estiagem previstas para a região.

O alerta considera a possibilidade de aumento dos incêndios e dos impactos ambientais e sociais. O monitoramento, porém, não pode se limitar aos focos registrados em Rondônia.

A circulação atmosférica e a direção dos ventos podem transportar fumaça produzida por incêndios no Amazonas e em Mato Grosso para diferentes regiões de Rondônia.

Esse deslocamento pode elevar a concentração de material particulado e deteriorar a qualidade do ar, com possíveis impactos sobre a saúde da população.

Por isso, o acompanhamento dos focos de calor e das condições atmosféricas precisa considerar a dinâmica integrada da Amazônia e os incêndios que ocorrem além das fronteiras estaduais.

Mais de 1,5 mil brigadistas foram capacitados

Entre as ações preventivas apresentadas durante a reunião está a capacitação de 1.564 brigadistas pelo CBMRO. Desse total, 405 são indígenas.

A formação de brigadas locais amplia a capacidade de resposta rápida diante dos primeiros sinais de incêndio. A atuação inicial pode ajudar a impedir que o fogo se espalhe para áreas maiores e atinja vegetação, unidades de conservação e comunidades.

A estratégia também fortalece a participação das populações que vivem nos territórios diretamente afetados pelos incêndios.

Manejo Integrado do Fogo é adotado em unidades de conservação

Outra medida destacada foi a implementação do Manejo Integrado do Fogo (MIF) pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (SEDAM), em parceria com o Corpo de Bombeiros.

A iniciativa foi realizada no Parque Estadual Guajará-Mirim, na Estação Ecológica de Samuel, na Reserva Extrativista Rio Preto-Jacundá e na Reserva Extrativista Pedras Negras.

O MIF utiliza planejamento e técnicas de uso controlado do fogo, considerando as características ambientais e sociais de cada território.

A estratégia busca reduzir a quantidade de material combustível disponível e, consequentemente, diminuir o risco de incêndios de grandes proporções e difícil controle.

MPRO acompanha ações de prevenção

Para o Gaema, a experiência acumulada desde os eventos extremos registrados em 2024 reforça a necessidade de agir antes que os incêndios se transformem em emergências.

O planejamento, o monitoramento permanente, a inteligência e a integração entre os órgãos públicos são considerados fundamentais para antecipar respostas e reduzir os impactos.

MPRO participa de reunião sobre prevenção e combate a incêndios florestais em Rondônia

A atuação conjunta também permite enfrentar situações em que incêndios ultrapassam limites estaduais ou provocam consequências em outras regiões, como ocorre com a fumaça transportada pela circulação atmosférica.

A participação do MPRO no CEPCIF reforça o acompanhamento das medidas adotadas pelos órgãos públicos e a articulação institucional para enfrentar os incêndios florestais.

O objetivo é reduzir danos à biodiversidade, às unidades de conservação, às comunidades e à saúde da população, em alinhamento ao direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado previsto no artigo 225 da Constituição Federal.

Como evitar incêndios florestais

A prevenção também depende da participação da população. Entre as orientações estão:

  • Não coloque fogo na vegetação: queimadas para limpeza de terrenos, roçadas ou descarte de lixo podem provocar incêndios de grandes proporções.
  • Não jogue bitucas de cigarro: materiais ainda acesos podem iniciar focos de incêndio em áreas de vegetação seca.
  • Denuncie queimadas: informações sobre focos de fogo ajudam os órgãos responsáveis a agir.
  • Participe de ações de prevenção: o envolvimento das comunidades fortalece brigadas e iniciativas de preservação ambiental.

Viu fogo? Saiba onde denunciar

  • 193: Corpo de Bombeiros
  • 190: Polícia Militar
  • 0800 647 0120: Linha Verde do Ibama
  • (69) 3217-2112: SEDAM/RO

Perguntas e respostas

Por que a fumaça em Rondônia pode ter origem em outros estados?
Porque os ventos e a circulação atmosférica podem transportar fumaça produzida por incêndios no Amazonas, Mato Grosso e outras áreas da Amazônia.

Quantos brigadistas foram capacitados pelo Corpo de Bombeiros?
O CBMRO informou a capacitação de 1.564 brigadistas, incluindo 405 indígenas.

O que é o Manejo Integrado do Fogo?
É uma estratégia que utiliza planejamento e uso controlado do fogo para reduzir riscos de incêndios de grandes proporções, considerando as características de cada território.

Como denunciar um incêndio florestal?
A população pode acionar o Corpo de Bombeiros pelo 193, a Polícia Militar pelo 190, o Ibama pelo 0800 647 0120 ou a SEDAM pelo (69) 3217-2112.

Com informações da Gerência de Comunicação Integrada.

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