YouTube Music passa a identificar músicas feitas por IA

Plataforma começou a exibir um selo de inteligência artificial nas faixas criadas majoritariamente com recursos generativos e pretende ampliar a identificação para o YouTube.

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YouTube Music passa a identificar músicas feitas por IA
Imagem - Marcelo Fischer/Canaltech

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  • O YouTube Music passou a exibir desde quarta-feira (14) um selo “AI” para identificar músicas produzidas predominantemente com inteligência artificial, indicando uso de recursos generativos em letras ou vocais.
  • Plataformas como Deezer e Spotify também adotam mecanismos de detecção e rotulagem de conteúdos musicais gerados ou influenciados por IA, buscando aumentar a transparência para os ouvintes.
  • Ainda não há detalhes sobre os critérios técnicos do selo do YouTube nem sobre como a marcação afetará recomendações, distribuição das faixas e experiência dos usuários.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

O YouTube Music começou a exibir um rótulo para identificar músicas produzidas principalmente com inteligência artificial (IA). A marcação aparece no reprodutor desde quarta-feira (14) e busca informar aos ouvintes quando recursos generativos foram usados de forma predominante na criação de letras ou vocais.

O selo, identificado como “AI”, fica próximo aos botões de curtir e de visualizar a letra da música. Ao tocar no ícone, o usuário pode consultar uma descrição com mais informações sobre a identificação. Segundo as informações divulgadas, a empresa também pretende levar o recurso ao aplicativo principal do YouTube.

Como funciona o selo de inteligência artificial

A identificação é voltada a faixas que utilizaram IA generativa em grande parte do processo de criação, como na produção de letras ou vocais. A proposta é dar mais transparência ao público sobre a origem do conteúdo musical reproduzido na plataforma.

Em comunicado, o YouTube afirmou que pretende facilitar o acesso dos usuários a informações claras sobre as músicas que estão ouvindo.

A empresa, porém, não esclareceu se as faixas identificadas continuarão sendo recomendadas pelo sistema da plataforma. Também não foram detalhados, nas informações divulgadas, todos os critérios técnicos utilizados para classificar as músicas.

Serviços de streaming ampliam identificação de músicas sintéticas

O avanço das ferramentas de inteligência artificial generativa tem facilitado a produção de músicas, aumentando a presença desse tipo de conteúdo nos catálogos de serviços digitais. Com isso, plataformas de streaming passaram a desenvolver mecanismos para identificar faixas criadas com participação significativa de IA.

A Deezer adotou um sistema de detecção de músicas geradas artificialmente e afirma receber mais de 2 milhões dessas faixas por mês. Segundo a empresa, os conteúdos identificados deixam de aparecer nas recomendações algorítmicas e nas playlists editoriais.

A plataforma francesa também disponibilizou sua tecnologia de detecção para outros serviços, ampliando a possibilidade de adoção de ferramentas semelhantes no setor.

Spotify também adota medidas de transparência

O Spotify anunciou iniciativas para identificar perfis musicais com identidade pública criada por inteligência artificial. A empresa também oferece mecanismos para informar o uso da tecnologia nos créditos das músicas.

As medidas buscam dar mais informações aos ouvintes sobre a produção das faixas e a identidade dos artistas ou projetos responsáveis pelo conteúdo.

Com a adoção do selo no YouTube Music, a identificação de músicas geradas por IA ganha espaço entre os recursos de transparência das plataformas de streaming. Ainda não está claro, porém, como a marcação afetará a distribuição das faixas, as recomendações e a experiência dos usuários no serviço do Google.

Com informações de André Lourenti Magalhães.

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