Anvisa aprova primeiro remédio não hormonal para menopausa

Medicamento Veoza, da farmacêutica Astellas, oferece alternativa para o tratamento de ondas de calor sem o uso de hormônios.

Fonte: g1 - 20

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Anvisa aprova primeiro remédio não hormonal para menopausa
Astellas/Divulgação

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  • Anvisa aprovou o fezolinetanto (Veoza), primeiro medicamento não hormonal para tratar fogachos e suores noturnos da menopausa.
  • O remédio atua no hipotálamo, bloqueando receptores de neurocinina B e reduzindo frequência e intensidade dos episódios de calor.
  • A disponibilidade depende da definição de preço pela CMED, e a farmacêutica Astellas ainda não divulgou cronograma de lançamento.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta segunda-feira (22) o registro do fezolinetanto, primeiro medicamento não hormonal desenvolvido especificamente para o tratamento de fogachos as ondas de calor e suores noturnos decorrentes da menopausa. O fármaco, que será comercializado no Brasil com o nome de Veoza, apresenta-se na forma de comprimido de uso diário.

Inovação no tratamento

Até o momento, a terapia hormonal representava a opção mais consolidada para o controle dos sintomas vasomotores da menopausa. A chegada do fezolinetanto abre uma alternativa importante para mulheres que possuem contraindicações ao uso de hormônios, como pacientes com histórico de câncer de mama ou condições cardiovasculares, além daquelas que optam por não realizar terapias hormonais.

O diferencial do medicamento reside em sua atuação no mecanismo cerebral da termorregulação. O hipotálamo, que funciona como o termostato do corpo, sofre um desequilíbrio após a redução dos níveis de estrogênio, permitindo que a substância neurocinina B atue intensamente sobre os neurônios. O novo remédio atua bloqueando o receptor onde essa substância se fixa, estabilizando o termostato cerebral e reduzindo, consequentemente, a frequência e a intensidade dos episódios de calor.

Disponibilidade no mercado

Embora a aprovação da Anvisa já tenha sido concedida, o acesso do público ao medicamento depende agora da definição de preço pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). O órgão é responsável por estipular os valores de comercialização para o consumidor final. Até o fechamento desta reportagem, a farmacêutica Astellas ainda não havia divulgado um cronograma específico para a chegada do produto às prateleiras das farmácias brasileiras.

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