Vírus sincicial respiratório causa alta de internações em crianças pequenas

Boletim InfoGripe da Fiocruz aponta avanço da Síndrome Respiratória Aguda Grave em menores de 2 anos; casos de covid-19 mantêm tendência de queda no país.

Fonte: Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil - 20

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Vírus sincicial respiratório causa alta de internações em crianças pequenas
© Rovena Rosa/Agência Brasil

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  • Boletim InfoGripe da Fiocruz aponta aumento de SRAG em crianças até 2 anos, sobretudo por vírus sincicial respiratório, em quatro regiões.
  • Fiocruz recomenda vacinação de gestantes a partir da 28ª semana e dose anual contra gripe para públicos prioritários, incluindo idosos.
  • Influenza A avança na região centro-sul e partes do Norte e Nordeste, afetando idosos, enquanto casos graves de covid-19 estão em queda.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

O mais recente Boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) nesta quinta-feira (16), revela um aumento preocupante nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) entre crianças de até 2 anos de idade. O fenômeno foi observado em quatro das cinco regiões do Brasil: Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste. De acordo com os pesquisadores, o principal responsável por esse cenário é o vírus sincicial respiratório (VSR), que tem provocado um volume significativo de hospitalizações nessa faixa etária.

A pesquisadora Tatiana Portella, do Programa de Computação Científica da Fiocruz, destaca que o VSR é uma das causas primordiais da bronquiolite, doença que afeta os pequenos bronquíolos nos pulmões e pode levar a quadros graves de falta de ar. Como medida preventiva, a especialista reforça a importância da vacinação de gestantes a partir da 28ª semana de gravidez, o que garante a transferência de anticorpos para o bebê, protegendo-o nos primeiros meses de vida.

Enquanto o VSR atinge as crianças, a influenza A continua avançando na região centro-sul e em partes do Norte e Nordeste, impactando principalmente idosos a partir de 65 anos, grupo que registra a maior taxa de mortalidade. Em contrapartida, os casos graves associados à covid-19 seguem em trajetória de queda em todo o território nacional. No acumulado de 2026, o país já notificou mais de 37 mil casos de SRAG, com o rinovírus liderando o ranking de diagnósticos positivos, seguido pela influenza A e pelo VSR.

Diante do cenário de circulação simultânea de múltiplos vírus, a Fiocruz recomenda que a população prioritária procure os postos de saúde para a dose anual da vacina contra a gripe. Capitais como Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Belém e Recife estão em níveis de alerta ou alto risco. O monitoramento contínuo das semanas epidemiológicas sugere que, embora o cenário nacional apresente estabilidade no longo prazo, o cuidado com as crianças pequenas e idosos deve ser intensificado para evitar complicações fatais.

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