Estudo da Fiocruz revela que dengue eleva em até 30 vezes o risco de paralisia

Pesquisa publicada na New England Journal of Medicine associa infecção pelo Aedes aegypti à Síndrome de Guillain-Barré; risco é maior nas duas primeiras semanas.

Fonte: Agência Brasil - 20

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Estudo da Fiocruz revela que dengue eleva em até 30 vezes o risco de paralisia
© nuzeee/Pixabay

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  • Estudo da Fiocruz Bahia indica que infectados por dengue têm risco 17 vezes maior de desenvolver Síndrome de Guillain-Barré em seis semanas.
  • A pesquisa, baseada em dados do SUS entre 2023 e 2024, aponta cerca de 36 casos de SGB por 1 milhão de infectados e alerta para epidemias.
  • Cientistas recomendam incluir SGB como complicação pós-dengue em protocolos oficiais, com preparo de UTIs e reforço em prevenção e vacinação.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

Um estudo conduzido por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Bahia, em parceria com a Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, revelou uma conexão alarmante entre a dengue e a Síndrome de Guillain-Barré (SGB). Segundo os dados publicados na prestigiada revista científica New England Journal of Medicine, pessoas infectadas pelo vírus da dengue possuem um risco 17 vezes maior de desenvolver a síndrome nas seis semanas seguintes à infecção. Quando o foco recai sobre os primeiros 14 dias após o início dos sintomas, a probabilidade chega a ser 30 vezes superior à de uma pessoa não infectada.

A SGB é uma condição neurológica rara e grave, na qual o sistema imunológico ataca os próprios nervos periféricos. Embora os números absolutos pareçam pequenos cerca de 36 casos para cada 1 milhão de infectados, os pesquisadores alertam que o volume é significativo diante das epidemias recorrentes no Brasil, que ultrapassou 6 milhões de casos prováveis em 2024. A análise foi baseada em dados do SUS sobre internações, notificações de dengue e registros de óbitos entre 2023 e 2024.

Os sintomas da síndrome geralmente começam com fraqueza muscular e formigamento nas pernas, podendo evoluir para os braços, rosto e, em casos críticos, comprometer a musculatura respiratória. O diagnóstico precoce é fundamental, pois tratamentos como a plasmaférese ou o uso de imunoglobulina são mais eficazes quando iniciados rapidamente. A recomendação da Fiocruz é que médicos e enfermeiros suspeitem de SGB em pacientes que apresentem histórico recente de dengue nas últimas seis semanas.

Diante dos resultados, os cientistas defendem que gestores públicos incorporem a SGB como uma complicação pós-dengue nos protocolos oficiais de vigilância. Durante surtos da doença, os sistemas de saúde devem estar preparados com leitos de UTI e suporte ventilatório para atender possíveis casos da síndrome. Como não existe tratamento antiviral específico para a dengue, a prevenção através do combate ao mosquito Aedes aegypti e a vacinação em massa permanecem como as únicas formas eficazes de evitar paralisias e sequelas permanentes.

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