Doenças crônicas avançam e devem sobrecarregar sistemas de saúde até 2050

Relatório da OCDE alerta para alta de 31% em novos casos devido ao envelhecimento populacional; diabetes e problemas cardíacos lideram estatísticas.

Fonte: Paula Laboissière - Repórter da Agência Brasil - 20

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Doenças crônicas avançam e devem sobrecarregar sistemas de saúde até 2050
© Marcello Casal jr/Agência Brasil

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  • Relatório da OCDE aponta aumento da expectativa de vida, mas com mais pessoas vivendo com múltiplas doenças crônicas entre 2026 e 2050.
  • Casos de câncer cresceram 36% e doenças pulmonares obstrutivas 49% desde 1990, com alta prevalência de diabetes e doenças cardiovasculares.
  • Doenças não transmissíveis elevarão em mais de 50% o gasto anual per capita em saúde, e a multimorbidade aumentará 75%, reforçando a necessidade de prevenção.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

As doenças não transmissíveis (DNTs), como câncer, diabetes e problemas cardíacos, estão remodelando as sociedades modernas e ameaçam a sustentabilidade econômica global. Um relatório publicado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) nesta quarta-feira (15) revela que, embora a expectativa de vida tenha aumentado, as pessoas estão vivendo mais tempo com múltiplas condições crônicas. O documento projeta que, entre 2026 e 2050, o número de novos casos deve crescer 31% apenas em função do envelhecimento da população nos países membros.

A prevalência de doenças graves registrou saltos significativos nas últimas três décadas. Entre 1990 e 2023, os casos de câncer subiram 36%, enquanto as doenças pulmonares obstrutivas crônicas avançaram 49%. Atualmente, uma em cada dez pessoas nos países da OCDE convive com o diabetes, e uma em cada oito sofre de doenças cardiovasculares. Segundo a organização, o aumento da obesidade tem anulado progressos feitos em outras frentes, como a redução do tabagismo e da poluição do ar.

O impacto dessas enfermidades vai além da saúde pública, atingindo diretamente a economia. O relatório destaca que as DNTs reduzem a capacidade de trabalho e a produtividade, elevando drasticamente os gastos governamentais. A previsão é que a despesa anual per capita com saúde relacionada a essas doenças cresça mais de 50% nas próximas décadas. Além disso, a multimorbidade quando um paciente enfrenta várias doenças simultaneamente deve aumentar 75% no bloco da OCDE.

Para conter essa tendência, a organização defende que a prevenção traz benefícios sociais e econômicos muito superiores ao tratamento tardio. O diagnóstico precoce e ações sobre fatores de risco são apontados como caminhos essenciais para aliviar a pressão sobre os orçamentos públicos. “Países que conseguem reduzir taxas de obesidade e tabagismo podem não apenas salvar vidas, mas garantir o retorno econômico e a estabilidade dos serviços de saúde”, conclui o documento.

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