Ministro André Mendonça propõe tese jurídica no TSE para definir uso ilegal de deep fake

Proposta apresentada nesta terça-feira estabelece critérios de realismo e verossimilhança para coibir conteúdos artificiais que prejudiquem candidatos nas eleições.

Publicado em

Ministro André Mendonça propõe tese jurídica no TSE para definir uso ilegal de deep fake
© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Compartilhe esta notícia:

Nos siga no Google News
  • O ministro André Mendonça, do TSE, propôs em 25 de junho uma tese jurídica para orientar julgamentos sobre uso ilegal de deep fakes nas redes sociais durante campanhas eleitorais.
  • A tese define como deep fake todo conteúdo sintético de áudio, vídeo ou ambos que, por meio de alteração digital realista, gere falsa percepção de autenticidade sobre fatos ou comportamentos, no contexto de um caso envolvendo vídeo falso de Flávio Bolsonaro.
  • O TSE já aprovou diretrizes que proíbem provedores de IA de sugerir candidatos, vedam montagens com nudez ou pornografia e permitem responsabilizar plataformas que não removam rapidamente perfis falsos e conteúdos ilegais.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), propôs nesta terça-feira (25) uma tese jurídica para balizar os julgamentos sobre o uso ilegal de deep fakes nas redes sociais durante a campanha eleitoral. A manifestação ocorreu no âmbito de uma decisão que determinou a remoção de um vídeo com imagens falsas do candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL), cuja campanha argumentou que o material foi gerado por inteligência artificial (IA) sem registros reais.

Para o magistrado, é fundamental diferenciar o conteúdo sintético regulado pela Corte dos casos específicos de deep fake, garantindo maior segurança jurídica aos processos. Segundo a tese sugerida, considera-se deep fake todo conteúdo sintético de áudio, vídeo ou combinação de ambos que, por meio de alteração digital, apresente grau de realismo apto a gerar uma falsa percepção de autenticidade sobre fatos ou comportamentos representados.

Discussões internas e regras da Corte

O tema tem mobilizado a cúpula da Justiça Eleitoral. Na semana passada, os ministros do TSE realizaram uma reunião a portas fechadas, convocada pelo presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, para alinhar a atuação do tribunal frente a esse tipo de infração. A expectativa é que novas deliberações sejam aplicadas nas próximas sessões de julgamento.

As diretrizes sobre o uso de tecnologias na propaganda eleitoral foram aprovadas em março, estabelecendo a proibição de que provedores de IA sugiram candidatos aos eleitores. Além disso, o tribunal vedou montagens com nudez ou pornografia para combater a misoginia digital e determinou que as plataformas de internet podem ser responsabilizadas caso falhem na remoção rápida de perfis falsos e conteúdos ilegais.

FAQ

Qual foi o objetivo da tese jurídica apresentada pelo ministro André Mendonça?
A proposta busca criar critérios claros e objetivos para identificar e julgar casos de deep fakes nas redes sociais durante o período eleitoral.

Qual caso motivou a decisão recente no TSE?
A medida ocorreu após uma ação da campanha do candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) questionar a veiculação de um vídeo com imagens artificiais.

O que o TSE proibiu em relação ao uso de inteligência artificial nas eleições?
A Corte proibiu que provedores de IA sugiram votos em candidatos, vedou postagens com nudez ou pornografia envolvendo concorrentes e definiu regras de responsabilização para as plataformas digitais.

 

Com informações de André Richter – Repórter da Agência Brasil

NEWS QUE VOCÊ VAI QUERER LER

DESTAQUE NEWS

EMPREGOS E CONCURSOS

POLÍTICA

POLÍCIA

ÚLTIMAS NOTÍCIAS