STF julga recursos sobre responsabilidade de redes sociais

Corte analisa pedidos de big techs sobre prazos e critérios para responsabilização civil por conteúdos ilegais publicados por usuários.

Fonte: André Richter - Repórter da Agência Brasil - 20

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STF julga recursos sobre responsabilidade de redes sociais
© Pixabay/Wikimedia

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O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) retoma nesta quarta-feira (10), a partir das 14h, o julgamento de recursos apresentados por plataformas digitais, como Google e Facebook. As empresas buscam esclarecimentos sobre a decisão da Corte que estabeleceu a responsabilidade das redes sociais por postagens de terceiros contendo conteúdos ilegais. Os recursos solicitam, principalmente, a definição de prazos para a implementação das novas diretrizes e o reconhecimento da presunção relativa de culpa, permitindo que as empresas possam apresentar provas em contrário.

Mudança na interpretação do Marco Civil

Em junho do ano passado, o STF declarou a inconstitucionalidade parcial do Artigo 19 do Marco Civil da Internet. Antes da decisão, as plataformas eram responsabilizadas por conteúdos de usuários apenas após descumprimento de ordem judicial específica. O tribunal entendeu que essa norma não protegia adequadamente direitos fundamentais e a democracia. Agora, na ausência de nova legislação, as provedoras estão sujeitas à responsabilização civil por danos causados por conteúdos ilícitos.

Conteúdos passíveis de punição

Segundo a decisão, as plataformas devem remover conteúdos ilegais após notificação extrajudicial, sob pena de responderem por danos morais e materiais. Os crimes que exigem ação imediata incluem:

Atos antidemocráticos e terrorismo;

Induzimento ao suicídio e automutilação;

Discriminação por raça, religião ou identidade de gênero;

Condutas homofóbicas e transfóbicas;

Crimes e propagação de ódio contra a mulher;

Pornografia infantil e tráfico de pessoas.

A expectativa é que o julgamento desta quarta-feira traga maior segurança jurídica sobre a aplicação prática da decisão, enquanto o Congresso Nacional debate a atualização das leis sobre o ambiente digital no país.

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