Câmara aprova por unanimidade projeto de Pedro Geovar que inclui leitura da Bíblia nas escolas de Porto Velho

Proposta foi aprovada nesta terça-feira (28) e prevê o uso facultativo da Bíblia Sagrada como recurso paradidático para fins culturais, históricos e educacionais

Fonte: Assessoria - 50

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Câmara aprova por unanimidade projeto de Pedro Geovar que inclui leitura da Bíblia nas escolas de Porto Velho

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A Câmara Municipal de Porto Velho aprovou por unanimidade, nesta terça-feira (28), o Projeto de Lei nº 5011/2025, de autoria do vereador Pedro Geovar (PP), que autoriza a inclusão da leitura da Bíblia Sagrada como recurso paradidático nas escolas públicas e particulares do município.

A proposta estabelece que a utilização da Bíblia será destinada exclusivamente para fins culturais, históricos, geográficos, literários e arqueológicos, sem qualquer caráter confessional, imposição religiosa ou prática de proselitismo dentro das instituições de ensino.

Segundo Pedro Geovar, o projeto busca fortalecer o conteúdo pedagógico e ampliar o acesso dos estudantes a uma das obras mais influentes da humanidade, reconhecida mundialmente por seu valor histórico, cultural e literário.

Não estamos falando de obrigatoriedade religiosa, mas do reconhecimento da Bíblia como uma importante obra histórica e cultural, que contribui para o conhecimento das civilizações antigas e da formação da sociedade ocidental”, destacou o vereador.

O texto aprovado deixa claro que a utilização da Bíblia ficará condicionada ao planejamento pedagógico de cada escola e será totalmente facultativa.

Nenhum aluno será obrigado a participar da atividade, sendo garantido o respeito à liberdade religiosa, à liberdade de consciência e à diversidade cultural, filosófica e religiosa das famílias.

Além disso, a leitura da Bíblia não integrará o currículo obrigatório, não servirá como critério de avaliação escolar e não substituirá os conteúdos previstos nas diretrizes educacionais vigentes.

Na justificativa da proposta, Pedro Geovar destaca que a Bíblia Sagrada possui relevância histórica reconhecida mundialmente, sendo fonte importante para o estudo de povos antigos como hebreus, egípcios, assírios, persas, gregos e romanos.

O vereador também argumenta que diversas localidades citadas nas Escrituras, como Jerusalém, Jericó, o Mar Morto e o Rio Jordão, continuam sendo objeto de estudos acadêmicos e arqueológicos, reforçando seu valor como instrumento pedagógico.

Segundo ele, a proposta respeita integralmente o princípio do Estado Laico previsto na Constituição Federal, já que não impõe prática religiosa nem interfere na liberdade de crença.

A laicidade do Estado não significa afastar conteúdos de valor cultural e histórico. O projeto fortalece uma educação plural, democrática e culturalmente enriquecedora”, afirmou.

Com a aprovação unânime no plenário da Câmara, o projeto segue agora para sanção do prefeito de Porto Velho.

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