Gilmar Mendes diz que CPI do Crime Organizado cometeu erro histórico

Decano do Supremo afirmou que tribunal não aceitará pressão midiática e classificou como tacanha a proposta de indiciamento de ministros.

Fonte: André Richter - Repórter da Agência Brasil - 20

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Gilmar Mendes diz que CPI do Crime Organizado cometeu erro histórico
© Fellipe Sampaio /SCO/STF

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  • Gilmar Mendes classificou como "erro histórico" o pedido de indiciamento de ministros do STF e do PGR feito pela CPI do Crime Organizado.
  • O ministro acusou a CPI de vazamentos ilegais, construção de narrativas apressadas e tentativa de pressionar o Supremo, reiterando a independência da Corte.
  • A ANPR defendeu Paulo Gonet, disse que as conclusões da CPI são precipitadas e afirmou que as investigações seguem normalmente na Polícia Federal.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), classificou como um “erro histórico” a sugestão de indiciamento de membros da Corte feita pela CPI do Crime Organizado do Senado. Durante a abertura da sessão da Segunda Turma nesta terça-feira (14), o magistrado rebateu o relatório do senador Alessandro Vieira (MDB-SE). Mendes afirmou que o pedido de indiciamento contra ele, os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, é uma “proposta tacanha” e carece de qualquer base legal.

Além das críticas ao conteúdo do relatório, Gilmar Mendes acusou a comissão parlamentar de realizar vazamentos ilegais de documentos e de construir narrativas apressadas sobre fatos que ainda estão sob apuração. Segundo o decano, essa dinâmica faz parte de um movimento mais amplo de ataque às instituições que exige um olhar crítico da sociedade. Ele ressaltou que o tribunal manterá sua independência e não se curvará a tentativas de “emparedamento” ou pressões externas vindas de setores políticos ou midiáticos.

Em um tom mais contundente, o ministro afirmou que não se intimida com os questionamentos levantados pela CPI. “Eu, como sabem, adoro ser desafiado. Lá no meu Mato Grosso, as pessoas dizem: não me convide para dançar, porque eu posso aceitar”, comentou durante a sessão. A manifestação do decano ocorre no mesmo dia em que o relatório final da comissão foi apresentado, gerando forte reação nos bastidores do Judiciário e do Ministério Público Federal.

A Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) também saiu em defesa de Paulo Gonet, classificando as conclusões do senador Alessandro Vieira como precipitadas e desprovidas de fundamento. A entidade negou qualquer omissão institucional, reforçando que as investigações citadas no relatório seguem o curso regular na Polícia Federal. Para a ANPR, o acompanhamento rigoroso dessas diligências é essencial para a formação da convicção jurídica da PGR sobre a existência de possíveis condutas ilícitas.

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