André Mendonça vota no STF para prorrogar CPMI do INSS por 60 dias

Relator defende manutenção de liminar que obriga continuidade das investigações sobre fraudes contra aposentados; ministro afirma que requerimento preenche requisitos legais e que o Judiciário deve garantir o direito de fiscalização da minoria parlamentar.

Fonte: André Richter - Repórter da Agência Brasil - 20

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André Mendonça vota no STF para prorrogar CPMI do INSS por 60 dias
© Carlos Moura/SCO/STF

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  • O ministro André Mendonça, do STF, votou por manter a prorrogação da CPMI do INSS por mais 60 dias.
  • A decisão ocorre em meio a impasse com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, sobre a leitura do requerimento de prorrogação.
  • A CPMI, instalada em agosto de 2025, investiga empréstimos consignados irregulares e agora apura dados do Banco Master.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta quinta-feira (26) pela manutenção de sua decisão individual que determina a prorrogação da CPMI do INSS. Em seu voto, o magistrado propôs que os trabalhos da comissão mista sejam estendidos por mais 60 dias, assegurando a continuidade das apurações sobre descontos indevidos em benefícios previdenciários. O julgamento em plenário definirá se a Corte referenda a liminar que atendeu ao pedido do presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), contra a suposta omissão da cúpula do Senado.

Mendonça argumentou que o requerimento de prorrogação atingiu o quórum necessário de assinaturas tanto na Câmara quanto no Senado, preenchendo os requisitos constitucionais. O ministro criticou a criação de “obstáculos e impedimentos” que visam esgotar o prazo de funcionamento da comissão, previsto para encerrar neste sábado (28). Para o relator, impedir a leitura do requerimento no Congresso fere o direito das minorias políticas de exercerem seu papel fiscalizador sobre o Executivo e autarquias federais.

Impasse no Senado e investigações sobre o Banco Master

A decisão ocorre em meio a um embate direto com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Na última segunda-feira, Mendonça havia estipulado um prazo de 48 horas para a leitura do requerimento, prevendo prorrogação automática em caso de descumprimento. Diante da inércia da Mesa Diretora, o senador Carlos Viana chegou a anunciar uma extensão de 120 dias por conta própria, suspendendo as sessões até que o STF dê a palavra final sobre o tempo exato e a validade jurídica do ato.

O foco central da CPMI, instalada em agosto de 2025, recai sobre o esquema de empréstimos consignados irregulares. Recentemente, a comissão passou a investigar o Banco Master, após autorização judicial para o compartilhamento de dados apreendidos pela Polícia Federal. O caso ganhou contornos polêmicos com acusações de vazamento de conversas sigilosas do dono da instituição financeira. Se o STF seguir o voto de Mendonça, os parlamentares terão dois meses adicionais para analisar as quebras de sigilo e convocar novos depoimentos de executivos do setor bancário.

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