Relatório da Fifa revela que metade dos participantes da Copa do Mundo sofreu ataques nas redes sociais

Monitoramento inédito da entidade máxima do futebol aponta mais de 240 mil mensagens ofensivas durante o torneio, com forte predominância de ataques racistas, xenofóbicos e ameaças violentas.

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Relatório da Fifa revela que metade dos participantes da Copa do Mundo sofreu ataques nas redes sociais
© REUTERS/Dylan Martinez/Proibida reprodução

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  • Relatório da Fifa sobre a Copa do Mundo de 2026 identificou que 50,6% dos profissionais envolvidos sofreram ataques de ódio na internet, com 240.676 publicações ofensivas contra 812 indivíduos.
  • Cerca de 20% das mensagens abusivas tinham cunho racista, com destaque para ofensas dirigidas à seleção da França e ao atacante Kylian Mbappé, enquanto Brasil e Inglaterra registraram altas taxas de ameaças e xenofobia.
  • A Fifa afirmou que seu sistema de inteligência artificial bloqueou preventivamente 9,2 milhões de mensagens impróprias e Gianni Infantino reiterou o compromisso de usar tecnologia para combater o discurso de ódio e proteger a saúde mental.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

A Federação Internacional de Futebol (Fifa) divulgou, nesta sexta-feira (9), um relatório alarmante revelando que 50,6% dos profissionais envolvidos na Copa do Mundo de 2026 sofreram ataques de ódio na internet. A publicação do documento foi realizada na véspera do Dia Mundial da Saúde Mental, celebrado neste sábado (10), e analisou mais de 17 milhões de postagens veiculadas nas plataformas digitais entre os dias 9 de junho e 20 de julho.

O estudo da entidade identificou 240.676 publicações de teor altamente ofensivo direcionadas a 812 indivíduos, entre jogadores, treinadores, membros de comissões técnicas e árbitros. Do total de ataques auditados, 20% apresentaram cunho estritamente racista. A Fifa informou ainda que seu sistema de inteligência artificial bloqueou preventivamente 9,2 milhões de mensagens impróprias antes que chegassem ao conhecimento do público.

Entre os casos de maior gravidade destacados pelo monitoramento, um atleta não identificado recebeu mais de 10 mil mensagens abusivas contendo ofensas racistas, homofóbicas, sexistas e transfóbicas. O relatório registrou também declarações discriminatórias proferidas por figuras públicas, a exemplo das ofensas racistas dirigidas pela senadora paraguaia Celeste Amarilla ao atacante francês Kylian Mbappé. O levantamento apontou que a seleção da França foi a mais atingida por injúrias raciais no torneio, enquanto a seleção brasileira concentrou um pico de ameaças violentas após sua eliminação nas oitavas de final diante da Noruega.

Diante do diagnóstico, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, reiterou o compromisso da organização em combater o discurso de ódio e proteger a saúde mental de atletas e profissionais. O dirigente enfatizou a continuidade de investimentos em ferramentas tecnológicas de ponta para interceptar e punir tanto conteúdos gerados por usuários quanto conteúdos manipulatedos por inteligência artificial em competições futuras.

FAQ

Quantas mensagens ofensivas foram identificadas pela Fifa durante o monitoramento da Copa do Mundo?

A análise identificou exatamente 240.676 publicações de teor ofensivo direcionadas aos participantes do Mundial.

Qual foi a proporção de ataques de cunho racista registrados no relatório oficial?

Cerca de 20% do total de mensagens abusivas auditadas pela entidade continham ofensas de caráter racista.

Quais seleções nacionais foram apontadas como as mais afetadas pelos ataques digitais?

A seleção da França foi a principal vítima de ofensas racistas, enquanto o Brasil e a Inglaterra registraram altas taxas de ameaças e xenofobia.

 

Com informações de Lincoln Chaves – Repórter da EBC

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