O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, cancelou a reunião com os demais membros da Corte para discutir a criação de um inédito Código de Ética. O debate ocorreria no dia 12 de fevereiro.
Oficialmente, o tribunal justificou a decisão com base em conflitos na agenda dos magistrados. No entanto, o cancelamento ocorre após manifestações públicas de ministros que revelaram divergências sobre as novas regras de conduta.
Recentemente, os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli defenderam a legalidade de atividades como a remuneração por palestras e a participação acionária em empresas. Tais posicionamentos indicam resistência à proposta de Fachin.
A iniciativa de criar um regramento ético ganhou força após críticas públicas relacionadas a investigações que envolvem o Banco Master. A ministra Cármen Lúcia foi designada como relatora do projeto na última segunda-feira.
O STF enfrenta um período de exposição devido a notícias sobre supostas proximidades de seus membros com o banqueiro Daniel Vorcaro. Moraes e Toffoli negam qualquer irregularidade em suas condutas ou relações profissionais familiares.
Ainda não há uma nova data para a retomada das discussões sobre o tema. A preservação da integridade institucional do tribunal permanece como uma das metas anunciadas por Fachin para a abertura do Ano Judiciário de 2026.








































