O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta sexta-feira, 16 de janeiro, que o valor do salário mínimo atual no Brasil ainda é insuficiente. A declaração ocorreu durante uma cerimônia em celebração aos 90 anos da criação do piso salarial nacional, realizada no Rio de Janeiro.
Lula ressaltou que o ato não era uma exaltação ao montante financeiro em si, mas sim à garantia do direito estabelecido em 1936. Segundo o presidente, a lei original previa que o rendimento garantisse condições elementares de moradia, alimentação e estudo, requisitos que ainda não são plenamente atendidos.
O novo valor de R$ 1.621 entrou em vigor no dia 1º de janeiro de 2026, representando um aumento de 6,79% em relação ao ano anterior. O reajuste seguiu as regras do arcabouço fiscal, combinando a variação do índice de inflação (INPC) com o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos atrás.
De acordo com projeções do Dieese, a atualização do piso salarial deve injetar aproximadamente R$ 81,7 bilhões na economia brasileira ao longo deste ano. O impacto positivo é esperado no consumo das famílias e na arrecadação federal, mesmo diante de um cenário de controle rígido dos gastos públicos.
O cálculo que definiu o valor atual considerou a expansão de 3,4% da economia em 2024, mas precisou respeitar o limite de ganho real imposto pelas regras fiscais vigentes. Sem o arredondamento previsto em lei, o valor exato calculado pelas diretrizes econômicas seria de R$ 1.620,99.










































