Mulher que fingiu ser criança se torna ré por estelionato e falsa identidade

Denunciada por estelionato e falsa identidade, investigada viveu como filha adotiva de uma família catarinense por mais de um ano.

Fonte: Yasmin Silvestre e Ana Julia Bertolaccini, da CNN Brasil - 20

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Mulher que fingiu ser criança se torna ré por estelionato e falsa identidade
Divulgação/PCSC

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  • A Justiça de Santa Catarina aceitou denúncia contra mulher de 37 anos que se passou por adolescente de 12 em Joinville.
  • Ela virou ré por estelionato e falsa identidade, e terá exame de sanidade mental em 26 de junho, a pedido da defesa.
  • Investigações apontam golpes semelhantes em ao menos cinco estados, com uso de identidade falsa e comportamentos infantilizados para sustentar a farsa.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

A Justiça de Santa Catarina aceitou nesta terça-feira (9), a denúncia apresentada pelo Ministério Público contra uma mulher de 37 anos que se passou por uma adolescente de 12 anos em Joinville. A suspeita tornou-se ré pelos crimes de estelionato e falsa identidade, após ter convivido com uma família local como filha adotiva por cerca de 14 meses. O juízo da 1ª Vara Criminal determinou que a defesa apresente seus argumentos antes do início da fase de julgamento.

Exame de sanidade mental

Em um processo paralelo, o Tribunal de Justiça ordenou a realização de um exame de sanidade mental da acusada, agendado para o dia 26 de junho. A perícia atenderá a um pedido da defesa para verificar se a mulher possui plena capacidade de responder pelos seus atos perante o sistema penal. Caso o laudo aponte ausência de discernimento, o resultado poderá definir a aplicação de uma medida de segurança em substituição à pena privativa de liberdade.

Dinâmica da farsa

A farsa foi descoberta em 2 de junho, após uma tia da família denunciar o caso à polícia. Investigações revelaram que a mulher utilizava o nome falso de Gabriele Ferreira dos Santos e já havia aplicado golpes semelhantes em pelo menos cinco estados brasileiros, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Para sustentar o disfarce, ela adotava comportamentos infantilizados, como o uso de chupetas e mamadeiras, além de dormir em um quarto decorado com temática infantil.

A suspeita justificava sua aparência física adulta alegando ser portadora de autismo e afirmando ter sido forçada a ingerir hormônios durante a infância, período em que teria sido vítima de exploração sexual. Esses argumentos, combinados com o medo alegado de ser localizada pelo pai biológico, impediram que os pais adotivos formalizassem a adoção pelos meios legais, travando inclusive tentativas de matrícula em instituições de ensino. O caso segue sob acompanhamento do Judiciário e da Polícia Civil.

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