Polícia Federal amplia ofensiva contra fraudes no INSS

Nova fase da Operação Sem Desconto cumpre mandados em três estados e no Distrito Federal para investigar ocultação de bens de organização criminosa.

Fonte: Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil - 20

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Polícia Federal amplia ofensiva contra fraudes no INSS
© Marcelo Camargo/Agência Brasil

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A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram, na manhã desta quarta-feira (27), uma nova etapa da Operação Sem Desconto, focada em desarticular o esquema de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões do INSS. A ação desta quarta-feira cumpre 31 mandados de busca e apreensão e oito medidas cautelares de monitoramento eletrônico em Pernambuco, São Paulo, Paraíba e no Distrito Federal, com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF).

O objetivo desta fase é aprofundar as investigações sobre a prática de estelionato previdenciário e constituição de organização criminosa, concentrando esforços na identificação de atos voltados à ocultação e dilapidação patrimonial pelos investigados. De acordo com os órgãos, a inteligência financeira detectou movimentações suspeitas de integrantes do esquema que buscavam se desfazer de bens para evitar bloqueios judiciais e o futuro ressarcimento aos beneficiários lesados.

Histórico e impacto do esquema

A Operação Sem Desconto foi iniciada em abril de 2025, após investigações revelarem que entidades teriam descontado indevidamente cerca de 6,3 bilhões de reais de aposentados e pensionistas entre 2019 e 2024. Desde então, a PF e a CGU têm realizado sucessivas fases para mapear a participação de servidores públicos, dirigentes de associações e intermediários financeiros no golpe. Em março deste ano, uma fase anterior, denominada Operação Indébito, já havia cumprido mandados de prisão no Ceará e no Distrito Federal.

A investigação destaca a complexidade do esquema, que se valia de brechas no sistema previdenciário para incluir cobranças de mensalidades associativas sem o consentimento dos titulares. A atuação conjunta entre a PF, no âmbito criminal, e a CGU, com auditorias e rastreamento financeiro, tem sido fundamental para tentar estancar a sangria de recursos destinados aos segurados do INSS. O material apreendido hoje será analisado para subsidiar novas etapas e reforçar as provas contra a estrutura criminosa que persiste na tentativa de ocultar os valores desviados.

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