MPRO realiza ciclo de diálogos e formação para gestores e comunidade universitária sobre a construção de Planos de Desenvolvimento com Perspectiva de gênero

A atividade ampliou o diálogo entre instituições de ensino, órgãos públicos e sociedade, contribuindo para a prevenção da violência de gênero e promoção da igualdade

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MPRO realiza ciclo de diálogos e formação para gestores e comunidade universitária sobre a construção de Planos de Desenvolvimento com Perspectiva de gênero

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O Ministério Público de Rondônia (MPRO) realizou, na tarde de segunda-feira (21), em Porto Velho, o evento “Diálogos de Igualdade: Perspectiva de gênero para o ambiente universitário”. A iniciativa reuniu gestores, docentes e estudantes para discutir a inclusão da perspectiva de gênero nos planos de desenvolvimento das instituições de ensino e fortalecer ações de prevenção à violência.

A atividade foi organizada pelo Grupo de Atuação Especial de Proteção Integral e Defesa dos Direitos das Vítimas (Gaevit), com apoio da Escola Superior do MPRO (Empro). O encontro integrou a agenda do Agosto Lilás e as ações relacionadas aos 20 anos da Lei Maria da Penha.

Um dos destaques da programação foi o painel “Construção de planos de desenvolvimento institucional com perspectiva de gênero”. A apresentação foi conduzida por Tâmera Padoin, responsável pela Coordenadoria de Planejamento e Gestão (Coplan), e pelas professoras da Universidade Federal de Rondônia (Unir) Cidinha Zuin e Viviane Bitencourte.

As participantes discutiram como os planos de desenvolvimento institucional podem incorporar medidas voltadas à igualdade de gênero. Esses documentos estabelecem metas e ações que orientam o funcionamento e o crescimento das universidades e faculdades. Durante o painel, também foram apresentados exemplos de iniciativas de instituições de ensino superior para promover ambientes mais seguros e inclusivos.

As discussões abordaram questões relacionadas ao acesso e à permanência de estudantes, além da inclusão qualificada das mulheres no mercado de trabalho. O encontro também promoveu a roda de conversa “Estratégias de inclusão da perspectiva de gênero nos planos de desenvolvimento institucional”.

Participaram do debate as professoras da Unir Viviane Bitencourte e Layla Lana, o reitor do Instituto Federal de Rondônia (IFRO), Moisés José Rosa Souza, e a coordenadora pedagógica da faculdade Afya/São Lucas, Sara Luize Duarte.

Entre as experiências apresentadas esteve a cuidadoteca do IFRO, espaço recreativo e lúdico com cuidadores, destinado a acolher temporariamente os filhos de mães estudantes e servidoras.

A iniciativa busca contribuir para que essas mulheres possam permanecer nos estudos e participar de atividades de qualificação profissional, conciliando as responsabilidades de cuidado com a formação acadêmica.

A programação também abriu espaço para a escuta de experiências vividas no ambiente universitário. A estudante de Direito Renata Araújo e a bacharel em Direito Anles Kelly compartilharam relatos e reflexões sobre suas vivências nos campi.

A proposta foi aproximar as discussões institucionais da realidade de quem frequenta as universidades, considerando situações que podem afetar a participação e a permanência das mulheres no ensino superior.

Além da participação presencial, o encontro foi transmitido simultaneamente pelas plataformas Microsoft Teams e YouTube, permitindo o acompanhamento de inscritos de diferentes regiões de Rondônia.

A programação abordou formas de violência contra mulheres e meninas e estratégias para fortalecer a prevenção e o enfrentamento dessas situações no ambiente acadêmico.

A coordenadora do Gaevit, promotora de Justiça Tânia Garcia, explicou que o objetivo foi estimular a reflexão sobre a construção de espaços que promovam a igualdade e previnam a violência de gênero.

“Provocar realmente uma reflexão sobre a construção de espaços que promovam, interna e externamente, a igualdade e previnam a violência de gênero”, afirmou.

Ao reunir representantes da gestão, professores e estudantes, o MPRO buscou ampliar o acesso à informação e incentivar a incorporação da perspectiva de gênero nas práticas administrativas e pedagógicas das instituições de ensino.

A iniciativa também procurou fortalecer a identificação, a prevenção e o encaminhamento de situações de violência de gênero no ambiente universitário.

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