Mato cobre túmulos de vítimas da Covid-19 em Porto Velho

Após denúncia, News Rondônia visita o Cemitério Santo Antônio; Prefeitura afirma que limpeza será concluída antes do Dia de Finados, em 2 de novembro.

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Mato cobre túmulos de vítimas da Covid-19 em Porto Velho

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  • Denúncias sobre túmulos de vítimas da Covid-19 cobertos por mato no Cemitério Santo Antônio, em Porto Velho, levaram ao início de um mutirão de limpeza com equipes terceirizadas e da Seinfra.
  • A prefeitura afirma que a limpeza das áreas comuns será concluída antes do Dia de Finados, em 2 de novembro, enquanto a conservação das sepulturas continua sob responsabilidade das famílias.
  • O gerente Tassiano José informou que o Cemitério Santo Antônio, com cerca de 160 mil sepultados, está embargado para novos enterros e que existe um projeto para um novo cemitério municipal, sem detalhes de prazos ou localização.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

Túmulos de pessoas que morreram durante a pandemia de Covid-19 estão cobertos pelo mato no Cemitério Santo Antônio, em Porto Velho. A situação foi denunciada por leitores e levou a equipe do News Rondônia até o local, onde foi possível ver equipes iniciando a limpeza de uma das áreas mais movimentadas da capital.

Durante a visita, acompanhada pelo gerente da Divisão de Cemitérios, Tassiano José, trabalhadores terceirizados e servidores da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra) estavam realizando roçagem e retirada de resíduos. A operação começou pelos fundos do cemitério e avança em direção à entrada, justamente onde ficam as sepulturas que motivaram a denúncia.

“Esse ano nós fizemos de forma diferente”, explicou Tassiano, ao detalhar que o trecho denunciado será atendido conforme o mutirão avança. Ele atribuiu o crescimento acelerado da vegetação às chuvas e afirmou que, em algumas áreas, o mato pode avançar cerca de dez centímetros por dia.

A prefeitura garantiu que a limpeza estará concluída antes do Dia de Finados, celebrado em 2 de novembro. A data é uma das mais movimentadas no Santo Antônio: segundo o gerente, o cemitério chega a receber cerca de 20 mil visitantes.

Operação já estava prevista

A limpeza do Cemitério Santo Antônio havia sido anunciada pelo News Rondônia em 8 de outubro. Na ocasião, a administração municipal informou que os serviços incluiriam roçagem, rastelamento e retirada de entulhos, com previsão de aproximadamente 20 dias para a conclusão.

Apesar dos trabalhos em andamento, a área apontada na denúncia ainda aguardava atenção durante a visita da reportagem, um cenário que reacende o desconforto de familiares que buscam preservar a memória de parentes mortos durante a pandemia.

Quem cuida dos túmulos?

Tassiano esclareceu que a responsabilidade pela conservação das sepulturas é das famílias. Segundo ele, a Prefeitura realiza a limpeza das vias, corredores e áreas comuns, mas não pode adentrar espaços cercados por grades.

O gerente orientou os familiares a procurarem o cemitério antes do Finados para verificar as condições dos túmulos. Para quem tiver dificuldade em localizar uma sepultura, a administração disponibiliza atendimento na entrada, com servidores e um livro de controle que auxilia na identificação do local de sepultamento.

“Nós temos servidores preparados lá na entrada”, afirmou.

Cemitério embargado e novo projeto

Responsável por três cemitérios na capital e outros 11 nos distritos, Tassiano informou que o Santo Antônio reúne aproximadamente 160 mil pessoas sepultadas. Ele também confirmou que o cemitério está embargado: novos sepultamentos são aceitos apenas para famílias que já possuem gavetas no local. Os motivos e o alcance do embargo não foram detalhados durante a entrevista.

Ao final, o gerente mencionou a existência de um projeto para a criação de um novo cemitério municipal. Porém, não foram informados endereço, prazo de implantação nem previsão para o início das obras.

Enquanto isso, famílias seguem aguardando que a limpeza chegue às sepulturas de seus entes queridos, muitas delas marcadas por uma das fases mais dolorosas da história recente de Porto Velho.

 

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