MPRO debate educação digital com redes de ensino de Rondônia

Encontro reuniu cerca de 230 participantes de 52 municípios para discutir a BNCC Computação, a formação de professores e a proteção de crianças e adolescentes na internet.

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MPRO debate educação digital com redes de ensino de Rondônia

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  • O Ministério Público de Rondônia reuniu cerca de 230 representantes de 52 municípios em Porto Velho para discutir a implementação da educação digital e da BNCC Computação nas redes estadual e municipais de ensino.
  • Durante o encontro, foram apontados como principais desafios a ampliação da formação continuada de professores e as limitações de infraestrutura tecnológica, como equipamentos e acesso à internet.
  • A SaferNet Brasil apresentou iniciativas de segurança digital e, ao final, o MPRO informou que sistematizará as contribuições para orientar ações futuras de formação, investimentos e apoio à implementação da educação digital em Rondônia.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

O Ministério Público de Rondônia (MPRO) reuniu representantes das redes estadual e municipais de ensino para discutir a implementação da educação digital e da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) Computação. O encontro foi realizado na terça-feira (13 de outubro), em Porto Velho, com participação presencial e por videoconferência.

A reunião foi promovida pelo Grupo de Atuação Especial da Educação (Gaeduc), em parceria com a SaferNet Brasil, e contou com cerca de 230 participantes de 52 municípios. Entre os presentes estavam promotores de Justiça, representantes da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), secretarias municipais, conselhos de educação, superintendências regionais e entidades ligadas à gestão educacional.

O objetivo foi avaliar o andamento das ações de educação digital, identificar dificuldades enfrentadas pelas redes de ensino e discutir estratégias para ampliar a segurança e a proteção de crianças e adolescentes no ambiente virtual.

BNCC Computação amplia desafios para as escolas

A BNCC Computação complementa a Base Nacional Comum Curricular e estabelece competências relacionadas ao pensamento computacional, ao uso de tecnologias digitais e à compreensão crítica dos recursos tecnológicos na Educação Básica.

A implementação das diretrizes exige planejamento das redes de ensino, preparação dos profissionais e condições adequadas para desenvolver atividades pedagógicas relacionadas à tecnologia.

Durante o encontro, gestores e educadores compartilharam experiências e relataram iniciativas já adotadas, como formações para professores, projetos de tecnologia educacional, utilização de ferramentas digitais em sala de aula e ações de conscientização sobre segurança na internet.

Na abertura, a coordenadora do Gaeduc, promotora de Justiça Luciana Ondei Rodrigues Silva, destacou a importância da educação digital como instrumento de prevenção aos riscos enfrentados por crianças e adolescentes na internet.

Formação de professores é um dos principais desafios

Entre as dificuldades apontadas pelos participantes está a necessidade de ampliar a formação continuada dos professores. Os gestores relataram que é preciso preparar mais profissionais para orientar as escolas e apoiar a aplicação dos conteúdos previstos na BNCC Computação.

A infraestrutura tecnológica também foi citada como um obstáculo. Em algumas localidades, as redes enfrentam limitações relacionadas à disponibilidade de equipamentos e ao acesso à internet.

Esses fatores podem dificultar a execução de projetos educacionais e ampliar as diferenças nas condições de acesso à tecnologia entre as escolas.

Os participantes discutiram a necessidade de articular políticas de formação e investimentos em infraestrutura para que as diretrizes de educação digital possam ser aplicadas de acordo com as condições e necessidades de cada rede de ensino.

SaferNet apresenta iniciativas de proteção digital

A SaferNet Brasil apresentou informações e iniciativas voltadas à segurança na internet, incluindo canais de orientação e denúncia, cursos e materiais gratuitos destinados a educadores.

A organização também destacou a parceria com o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) para apoiar ações de educação digital e proteção da infância em âmbito nacional.

Entre os temas debatidos estiveram o uso responsável da tecnologia, a prevenção ao bullying virtual, a proteção de dados pessoais e o desenvolvimento de competências para uma utilização consciente da internet.

A proposta é fortalecer a atuação conjunta entre o Ministério Público, as instituições de ensino e as organizações parceiras, ampliando o acesso a informações e ferramentas que ajudem a prevenir situações de violência e outros riscos no ambiente digital.

A participação das redes de ensino também permitiu compartilhar experiências e identificar possibilidades de cooperação para apoiar professores, gestores e estudantes.

MPRO vai organizar contribuições e definir encaminhamentos

Ao final da reunião, Luciana Ondei Rodrigues Silva informou que as contribuições apresentadas serão sistematizadas para orientar os próximos encaminhamentos.

Entre as propostas discutidas estão a ampliação dos programas de formação continuada, o fortalecimento das ações previstas nos planos de educação e a construção de estratégias para apoiar a implementação da educação digital nas redes de ensino de Rondônia.

O MPRO reafirmou o compromisso de manter o diálogo com gestores, professores e instituições parceiras para acompanhar o desenvolvimento das iniciativas.

A articulação busca contribuir para a implementação das diretrizes curriculares e para a formação de estudantes capazes de utilizar a tecnologia de maneira crítica, responsável e segura.

Com informações de Gerência de Comunicação Integrada

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