Política & Murupi: Brasília ferve com crise no STF e caso Master

Em tom crítico e satírico, a coluna Política & Murupi comenta tensões no STF, os casos INSS e Master e o discurso sobre soberania nos bastidores de Brasília.

Fonte: News Rondonia

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Política & Murupi: Brasília ferve com crise no STF e caso Master

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fotógrafo Brenno Carvalho, de O Globo,

A imagem é eloquente: o sujeito de costas, dobrando-se em frouxos de riso, é Fachin, e a foto é do Breno Carvalho. Palhaços rindo da própria piada que, por óbvio, somos nós. Mas há algo que está mudando. A imprensa ame$trada se curva hoje a Raul Seixas para “desdizer aquilo tudo o que já disse antes”, mas falta muito. O Poder360 dá um conselho ao STF, hermético, exótico e esotérico: “Seria recomendável que avaliassem se a forma como têm atuado não retroalimentou, de maneira relevante, a entropia do sistema institucional brasileiro e a polarização irracional que tomou conta da sociedade e da política”. Para entender tudo, sugiro usarem a IA, Google, desenho, pular, cartas, universitários ou o velho e eficaz Caldas Aulete.

O caso INSS seguia à deriva até pintar na Bahia um achado com o modus operandi e, como nada é tão ruim que não possa piorar, além de Rui Costa, Jaques Wagner et caterva, estava Vorcaro, o Robin Hood às avessas, que rouba do pobre para dar ao rico, entregando dinheiro e deixando o rastilho de pólvora com espoleta no STF. O trem é maior que bu(*)da de influencer de academia, mas o certo é que “capas pretas” ampliaram o rolo usando a saída pornô-jurídica do “amigo do amigo do meu pai”, um buraco negro para tragar processos, provas, Mendonça, parentes do dono do Tayayá, contrato da Dona Vivi com direito a jato, cartões de crédito, helicóptero e, se derem sopa, Fachin pode repetir a troca do CEP para Salvador. Brasília fede. Além dos cadáveres do 8/1, aposentados e políticos em geral, a cada dia surgem outros com a logo do Master. O senador Alessandro Vieira citou o “Incidente em Antares”, obra que anteviu o atual pacto com o diabo entre Moraes, Lula, Motta e Alcolumbre. Lula finge neutralidade, Moraes dobra a aposta, Motta se esconde e Alcolumbre trava os pedidos de impeachment, sitiado pelos fundos de previdência do Amapá. Mais cadáveres vão aparecer, vão apodrecer até que nada mais seja possível a não ser findar a greve para que os mortos possam, enfim, ser enterrados. Amém.

Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Estatuto da Segurança Privada, Lei 14.967/2024, proíbe o “bico”, jeito de reforçar os ganhos dos policiais. Diz a lei que o soldo é suficiente para viver de forma digna sem “bico”. Também é o que diz a lei sobre os servidores da Justiça — federais e estaduais — que operam sob estatutos próprios. É quase igual. É proibido laborar na iniciativa privada em áreas correlatas que gerem conflito de interesses, exercer gerência ou administração de sociedades privadas, praticar o comércio, advogar mesmo fora do horário de trabalho, atuar como perito particular, revisor de contrato ou dar parecer, pois a função exige dedicação exclusiva. Logo, juiz não pode dirigir Rotary, Rosa-Cruz, Lions, Apae, ONG, sociedade espírita, ser grão-mestre da maçonaria, síndico de condomínio ou dirigir escola e faculdade pública ou particular. Só pode dirigir escola de magistrados, posto que seu salário, maior que o do policial, dá condição de ter uma vida digna e boletos em dia. Eu, encagaçado, paranoico e medroso, não ouso dizer o que penso — e penso —, mas “uómi” foi pego fazendo bico “pro” Vorcaro. Ora, a polícia não pode. E nem o juiz. Dura lex, sed lex! Oh, yes!!!

Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Foto: Agência Senado

Festa estranha. Parecia, mas não era. Independência é o ato de separação de um país do domínio externo. Soberania é a capacidade de um país gerir o seu destino. Complementares, as falas são para públicos opostos. A independência visa o povo, é para festejar a separação do Brasil de Portugal. A soberania é da Constituição, referendada no mundo, e nem deveria estar no palanque como mote, no desfile da Independência. Na foto, não se vê registro de independência, e sim de soberania. Mas, olhando melhor, o que se vê é a crise. Lula, Fachin e Alcolumbre no palanque ao lado de figuras constrangidas, sem o habitué de desfiles, como o AMoraes. Três presidentes sob tensão, a equivocada frase “Soberania a força que une”, uma fala eleitoreira, e lembrei do Grito do Ipiranga. A independência se dará pela redução da inflação, dos impostos e dos gastos públicos, pelo respeito às leis, pela liberdade, transparência, moralidade, previsibilidade e pelo fim do crime organizado e das facções que ditam regras, normas e trânsito, que infernizam e destroem famílias e solapam o Estado. Independência é sinônimo de vida digna. Morte é o antônimo e se dá com o fim da corrupção do Estado opressor que empobrece, emburrece e avilta. E sem essa de soberania.

Na capoeira, o golpe chamado “negativa” parece uma queda, mas é a preparação do ataque: corpo voltado para cima, as mãos no chão, uma perna dobrada e outra esticada, buscando o pé do adversário. Se bem aplicada, a queda é espalhafatosa. Mendonça não tem jeito de capoeirista, mas aplicou a negativa perfeita depois que AMoraes armou a falseta de denunciá-lo e colocá-lo no famoso inquérito 4.781 — fake news — com um documento mais falso que nota de “dorreaus”. Mendonça fez mais que AMoraes com Jair Bolsonaro, quando impediu a indicação de Ramagem para dirigir a PF, e, quase que como vingança, serviu o prato de sopa congelada na noite fria de São Paulo. Mendonça ordenou o afastamento de Andrei Rodrigues, aliado do Xandão, do cargo de diretor da PF. Jogou b(*)sta no ventilador e pôs dois tubos dirigindo a massa para o plenário do STF e outro para Lula. Um nó cego, véio.

O ambiente no STF está mais tenso que gato em dia de faxina. E, apesar dos rapapés e salamaleques, os desaforos escalaram. O ministro Dino deve ter ouvido dizer que Fachin é fraco e, sem respeitar o fato de que ele é presidente, arrastou o colega pela toga e jogou no manguezal: “É possível a um julgador, qualquer que seja ele, ‘prometer’ o final de um inquérito, como se fosse um candidato ou para receber aplausos?” O desaforo se deu depois que Fachin, mais perdido que barata em galinheiro, disse que vai acabar com o inquérito 4.781, aberração parida por Toffoli e amamentada por AMoraes há mais de 7 anos.

leoladeia3333@gmail.com

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