Ponte Binacional entre Guajará-Mirim e Guayaramerín ganha força e vai transformar a Amazônia em corredor internacional de comércio

Obra que liga Guajará-Mirim a Guayaramerín avança na agenda binacional do governo Lula e é apontada como estratégica para consolidar o corredor bioceânico da Amazônia Norte.

Fonte: Emerson Barbosa

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A construção da ponte binacional entre Guajará-Mirim, em Rondônia, e Guayaramerín, na Bolívia, também esteve entre os principais temas da agenda do presidente boliviano Rodrigo Paz Pereira durante a visita realizada nesta quinta-feira (13) à cidade boliviana, na fronteira com o Brasil.

Ponte Binacional entre Guajará-Mirim e Guayaramerín ganha força e vai transformar a Amazônia em corredor internacional de comércio

A obra, que ligará Guajará-Mirim a Guayaramerín pela BR-425, em Rondônia, sobre o rio Mamoré, avança na agenda binacional do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e é considerada estratégica para consolidar o corredor bioceânico da Amazônia Norte, conectando Bolívia, Brasil e Peru e ampliando as alternativas para o escoamento da produção boliviana aos mercados internacionais. Durante a agenda, autoridades bolivianas defenderam o avanço das tratativas com o Brasil para transformar a ligação entre Guayaramerín e Guajará-Mirim em um dos principais eixos de integração comercial da região.

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O governador de Beni, Jesús “Tito” Égüez Rivero, afirmou que o Governo Departamental de Beni e o Governo de Rondônia assinaram uma declaração de interesse internacional para promover a proposta na agenda binacional entre Bolívia e Brasil.

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Ao destacar o potencial econômico do departamento, Égüez ressaltou a existência de aproximadamente 5 milhões de hectares disponíveis para o desenvolvimento de atividades agrícolas. O governador também citou a nova legislação boliviana de investimentos como uma oportunidade para atrair capital, ampliar a produção e fortalecer a economia regional.

Guayaramerín como plataforma de exportação

O prefeito de Guayaramerín, Hermes Vargas, o “Cacho Vargas”, também defendeu o fortalecimento da integração com o Brasil. Para ele, a infraestrutura de transporte e a cooperação entre os dois países são fundamentais para transformar o município em um ponto estratégico para o comércio internacional.

Cacho destacou, ao mesmo tempo, a necessidade de ampliar a coordenação com o Brasil no combate ao narcotráfico e ao crime organizado, considerando a posição estratégica de Guayaramerín na fronteira.

Na área de infraestrutura, o prefeito citou como prioridades a rodovia Guayaramerín–Puerto Siles–Trinidad, a construção da ponte de Puerto Siles e a conexão com a ponte sobre o rio Mamoré, cuja estrutura está sendo construída pelo lado brasileiro.

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Segundo Vargas, a conclusão dessas conexões poderá ampliar significativamente a capacidade logística da região e permitir que Guayaramerín se consolide como uma plataforma de comércio e exportação boliviana em direção ao Atlântico por meio do território brasileiro.

O potencial logístico da região já começa a ser demonstrado pelo transporte de produtos bolivianos utilizando a infraestrutura brasileira. Vargas citou o envio de contêineres de castanha-do-pará para a Europa por meio do Brasil como exemplo da possibilidade de ampliar o comércio internacional a partir da fronteira amazônica.

Nesse contexto, o prefeito solicitou a implantação de um terminal multimodal em Guayaramerín e a pavimentação do chamado Triângulo Amazônico, formado pelo eixo entre Guayaramerín, Cachuela Esperanza e Riberalta.

A expectativa das autoridades bolivianas é que a melhoria da infraestrutura, somada à construção da ponte binacional sobre o rio Mamoré, permita integrar os sistemas rodoviários dos dois países e criar uma rota alternativa para o transporte de cargas bolivianas até os portos brasileiros e, posteriormente, aos mercados internacionais.

A agenda de Rodrigo Paz em Guayaramerín, portanto, reuniu dois temas considerados estratégicos para a região: segurança e integração econômica. De um lado, Bolívia e Brasil buscam ampliar a cooperação no combate ao crime organizado e ao narcotráfico. De outro, autoridades dos dois países defendem investimentos em infraestrutura para transformar a fronteira em um corredor de comércio e integração entre a Bolívia, Rondônia, o Peru e o restante do Brasil.

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