Cimi aponta aumento de assassinatos e aponta 258 mortes de indígenas no Brasil em 2025

Relatório divulgado nesta quinta-feira destaca crescimento de conflitos territoriais, invasões e mortes na infância, além de impasses jurídicos sobre o marco temporal.

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Cimi aponta aumento de assassinatos e aponta 258 mortes de indígenas no Brasil em 2025
© Marcelo Camargo/Agência Brasil

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  • Relatório anual do Conselho Indigenista Missionário divulgado em 13 de agosto de 2026 registra 258 indígenas assassinados em 2025, acima dos 211 casos de 2024.
  • Roraima, com 82 casos, Amazonas, com 47, e Mato Grosso do Sul, com 37, concentraram os assassinatos, em cenário marcado por invasões possessórias, conflitos por terras e impasse em torno da Lei 14.701 de 2023.
  • O estudo aponta aumento de violências diversas, com 1.276 violações patrimoniais, 215 suicídios indígenas e 1.024 óbitos de crianças de até quatro anos, muitos por causas evitáveis.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

O Conselho Indigenista Missionário divulgou nesta quinta-feira, 13 de agosto de 2026, seu relatório anual com dados indicando que duzentos e cinquenta e oito indígenas foram assassinados no país ao longo de 2025, superando a marca de duzentos e onze registros contabilizados no ano anterior. O levantamento aponta que os estados de Roraima, com osumenta e dois casos, Amazonas, com quarenta e sete, e Mato Grosso do Sul, com trinta e sete, concentraram as maiores ocorrências, com base em informações de sistemas de saúde e órgãos federais de assistência.

A publicação relata que o cenário de vulnerabilidade e insegurança foi marcado pela persistência de invasões possessórias e conflitos relacionados à disputa por terras tradicionais. O estudo vincula as violações ao impasse jurídico em torno da Lei 14.701 de 2023, conhecida como a Lei do Marco Temporal, cujas discussões sobre inconstitucionalidade permaneceram sem desfecho definitivo no Supremo Tribunal Federal ao longo do período analisado.

Panorama de violência contra o patrimônio e omissão estatal

O relatório sistematiza as ocorrências dividindo-as em categorias que englobam agressões diretas à pessoa, violações patrimoniais e omissões do poder público. No que tange ao patrimônio, foram contabilizados mil duzentos e setenta e seis casos, dos quais osumenta e novecentos e noventa e sete estão atrelados à morosidade administrativa na regularização fundiária, enquanto trezentas e setenta e nove ocorrências dividem-se entre conflitos territoriais e invasões para exploração ilegal de recursos naturais.

Os dados mostram aumentos registrados em três tipos de violência contra a pessoa, contra o patrimônio e por omissão do Poder Público, além de crescimento de conflitos relativos a direitos territoriais, assassinatos, suicídios e mortalidade na infância.

O documento também aponta o registro de duzentos e quinze suicídios entre indígenas no mesmo ano, com maior incidência na faixa etária entre vinte e vinte e nove anos. No campo da saúde infantil, o estudo contabilizou mil e vinte e quatro óbitos de crianças de até quatro anos de idade, sendo mais da metade decorrente de causas evitáveis, como doenças respiratórias, infecções intestinais e desnutrição.

Perguntas Frequentes

Quantos assassinatos de indígenas foram registrados pelo Cimi em 2025?

O relatório aponta o registro de 258 homicídios de indígenas no país ao longo do ano de 2025.

Quais estados registraram os maiores índices de violência letal contra indígenas?

Roraima, com 82 casos, Amazonas, com 47, e Mato Grosso do Sul, com 37, lideraram as estatísticas de assassinatos.

Qual foi o número de óbitos infantis contabilizados no período?

O estudo registrou 1.024 mortes de bebês e crianças indígenas de até quatro anos, sendo grande parte por causas evitáveis.

 

Com informações de Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil

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