Presidente da Bolívia suspeita de ação criminosa em incêndios florestais que atingem Tarija

Rodrigo Paz Pereira afirmou que novos focos surgem em pontos isolados, sem conexão com áreas já queimadas. Autoridades bolivianas investigam as causas dos incêndios, que também atingem Santa Cruz e Cochabamba.

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Os incêndios florestais que atingem o departamento de Tarija, no sul da Bolívia, passaram a ser investigados pelas autoridades locais diante da suspeita de que parte dos focos possa ter origem criminosa. Nesta terça-feira (22), durante visita à região, o presidente Rodrigo Paz Pereira (PSD) afirmou que há indícios de que os incêndios estejam sendo provocados de forma intencional.

Segundo o presidente, novos focos têm surgido em locais específicos, sem qualquer ligação com áreas onde o fogo já estava ativo. “Existe uma suspeita em relação ao evento porque há pontos específicos onde iniciam novos incêndios e que não têm nenhum tipo de conexão com outras zonas já atingidas pelo fogo”, declarou.

A hipótese levantada pelo governo boliviano remete às investigações realizadas no Brasil em 2024, quando a Polícia Federal e outros órgãos ambientais apuraram a atuação de grupos responsáveis por provocar incêndios criminosos em diferentes regiões do país. Na ocasião, operações resultaram na prisão de suspeitos envolvidos nos crimes ambientais.

Em Tarija, o combate às chamas conta com o apoio de dois helicópteros, além de equipes terrestres mobilizadas para conter o avanço do fogo. Durante a visita, Rodrigo Paz Pereira reuniu-se com a governadora de Tarija, María René Soruco, e com prefeitos da região para coordenar as ações de enfrentamento à emergência. A comitiva presidencial também levou bombeiros, insumos médicos e equipamentos destinados às operações de combate aos incêndios.

Além de Tarija, os incêndios também atingem os departamentos de Santa Cruz e Cochabamba, onde o fogo se espalha desde a semana passada. Equipes do Corpo de Bombeiros e de outros órgãos de resposta atuam continuamente para controlar os focos e evitar que as chamas avancem sobre novas áreas.

A situação é acompanhada com atenção por autoridades da região amazônica, especialmente em Rondônia, devido à proximidade com a fronteira boliviana e aos impactos ambientais que grandes incêndios podem provocar, como a degradação da vegetação e a piora da qualidade do ar.

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