Casa da Mulher Brasileira aposta em emprego para fortalecer autonomia feminina

Nova legislação em Porto Velho amplia oportunidades de trabalho para mulheres em situação de vulnerabilidade atendidas pela rede de proteção social.

Fonte: Jhon Silva | Secom - 50

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Casa da Mulher Brasileira aposta em emprego para fortalecer autonomia feminina
Fotos: Arquivo

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  • Porto Velho implantará a Casa da Mulher Brasileira com foco em geração de emprego e renda para mulheres em vulnerabilidade.
  • Nova legislação municipal permite que empresas terceirizadas contratadas reservem ou priorizem vagas para mulheres atendidas pela rede de proteção.
  • A Casa reunirá serviços integrados de assistência, apoio psicológico, jurídico e encaminhamento a trabalho, envolvendo Cras, Creas, Cram e outros órgãos.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

A geração de emprego e renda será uma das ferramentas fundamentais da futura Casa da Mulher Brasileira, em Porto Velho, para ajudar mulheres em situação de vulnerabilidade a reconstruírem suas vidas com mais autonomia, segurança e dignidade. A iniciativa será fortalecida por uma legislação municipal que prioriza mulheres atendidas pela rede de proteção em processos seletivos realizados por empresas terceirizadas contratadas pela Prefeitura.

A medida busca criar novas oportunidades para mulheres que enfrentam situações de violência doméstica, vulnerabilidade social ou dificuldades para ingressar no mercado de trabalho. O objetivo é garantir não apenas acolhimento e proteção, mas também condições concretas para a independência financeira.

A futura Casa da Mulher Brasileira será construída na Avenida Guaporé com a Rua Atlas, no bairro Três Marias, zona Leste da capital. O espaço foi planejado para oferecer atendimento integrado às mulheres vítimas de violência, reunindo serviços de assistência social, apoio psicológico, orientação jurídica, atendimento policial e encaminhamento para políticas públicas voltadas ao fortalecimento da autonomia feminina.

Segundo a coordenadora municipal de Políticas Públicas para as Mulheres (CPPM), Anne Cleyanne, a nova legislação estabelece uma conexão direta entre a rede de proteção e as empresas contratadas pelo município.

“A legislação estabelece que empresas contratadas pela Prefeitura poderão reservar ou priorizar parte de suas vagas para mulheres em situação de vulnerabilidade social, especialmente aquelas atendidas pela rede de proteção. Isso permite que mulheres acompanhadas pelos serviços municipais e estaduais tenham mais acesso às oportunidades de trabalho e consigam iniciar um novo ciclo com mais segurança e independência”, explicou.

A política pública contará com o apoio de instituições que já atuam diretamente no atendimento às mulheres, como os Centros de Referência de Assistência Social (Cras), Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas), Centro de Referência de Atendimento à Mulher (Cram), Delegacia Especializada, Defensoria Pública e o programa Mulher Protegida.

A integração entre esses órgãos permitirá identificar perfis profissionais, orientar candidatas e facilitar o encaminhamento para processos seletivos, ampliando as chances de inserção no mercado formal de trabalho.

Além de beneficiar diretamente as mulheres atendidas pelos serviços públicos, a iniciativa também fortalece a responsabilidade social das empresas contratadas pela administração municipal. A proposta incentiva a construção de ambientes corporativos mais inclusivos e comprometidos com a igualdade de oportunidades.

A expectativa é que a Casa da Mulher Brasileira se torne um importante centro de acolhimento e transformação social, reunindo informações sobre programas sociais, qualificação profissional e oportunidades de emprego disponíveis em Porto Velho.

Para o prefeito Léo Moraes, a iniciativa representa um passo importante para transformar proteção em oportunidades concretas.

“Garantir acolhimento é fundamental, mas oferecer condições para que essas mulheres reconstruam suas vidas é igualmente importante. Quando criamos oportunidades de emprego e renda, estamos ajudando mulheres a conquistarem autonomia, segurança e dignidade”, destacou.

A proposta reforça uma tendência cada vez mais presente nas políticas públicas voltadas às mulheres: unir proteção, qualificação e inclusão produtiva como ferramentas para romper ciclos de violência e promover independência econômica.

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