Agenda News: Psicóloga Priscila Nogueira fala sobre saúde mental materna

Em entrevista, a psicóloga destaca o autocuidado, a autoestima e os desafios emocionais da maternidade real.

Fonte: Renata Camurça / News Rondônia

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Agenda News: Psicóloga Priscila Nogueira fala sobre saúde mental materna

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  • O programa Agenda News discutiu saúde mental materna com a psicóloga Priscila Nogueira, focando ansiedade, culpa, autocobrança e rede de apoio.
  • Priscila destacou a pressão pela “mãe perfeita”, os impactos da romantização da maternidade nas redes sociais e os sinais silenciosos de esgotamento emocional.
  • A psicóloga reforçou que a maternidade não deve ser vivida de forma solitária, defendeu a terapia como ato de coragem e atende no CERP, em Porto Velho.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

Encerrando o mês dedicado às mães, o programa Agenda News, apresentado pela jornalista Renata Camurça, trouxe na última terça-feira (26) uma conversa profunda, acolhedora e necessária sobre saúde mental materna. A entrevistada foi a psicóloga clínica Priscila Nogueira, especialista em terapia cognitivo-comportamental, que abordou temas como ansiedade, culpa, autocobrança, rede de apoio, autoestima e a importância da terapia durante a maternidade.

Durante a entrevista, Priscila destacou que muitas mulheres ainda enfrentam dificuldades para reconhecer que precisam de ajuda emocional. Segundo ela, há uma pressão social intensa sobre a figura da “mãe perfeita”, algo amplificado pelas redes sociais e pelas comparações constantes.

“Não existe mãe ideal. Existe você fazendo o melhor dentro do que é possível”, afirmou a psicóloga.

A profissional explicou que o acompanhamento psicológico pode começar antes mesmo da gravidez, auxiliando mulheres que desejam se preparar emocionalmente para a maternidade. Ela ressaltou que muitas gestantes chegam à terapia carregando medos relacionados ao parto, inseguranças sobre o futuro e dúvidas quanto à própria capacidade de maternar.

Outro ponto importante levantado foi a romantização da maternidade nas redes sociais. Segundo Priscila, muitas mulheres acabam se frustrando ao perceber que a realidade não corresponde ao cenário idealizado que veem na internet.

Ela também chamou atenção para os sinais silenciosos da ansiedade e do esgotamento emocional, como queda de cabelo, dores físicas sem causa aparente, irritabilidade, insônia, bruxismo e sensação constante de culpa.

“A mulher aprende a cuidar de todo mundo, mas esquece de cuidar dela”, comentou.

Ao longo da entrevista, discutiu-se ainda a importância da rede de apoio. A psicóloga reforçou que a maternidade não deve ser vivida de forma solitária e que dividir responsabilidades dentro de casa é fundamental para preservar a saúde mental das mães.

Além das gestantes e mães recentes, o programa abordou os desafios enfrentados por mulheres que, após anos dedicados exclusivamente aos filhos, acabam se distanciando da própria identidade. Segundo Priscila, muitas procuram terapia justamente quando os filhos começam a ganhar independência.

“Quando o filho cresce, muitas mulheres percebem que esqueceram quem eram além da maternidade”, explicou.

A conversa trouxe reflexões sobre autoestima, autocuidado e a necessidade de enxergar a maternidade como parte da vida da mulher, e não como sua única identidade.

Priscila atende no Centro Especializado em Reabilitação Pélvica (CERP), em Porto Velho, realizando atendimentos voltados principalmente ao público feminino (gestantes, mães e adolescentes). Ela reforçou que buscar terapia não é sinal de fraqueza, mas sim um ato de coragem e cuidado consigo mesma.

O programa terminou com uma mensagem especial direcionada às mães que enfrentam sobrecarga emocional, ansiedade e inseguranças:

“Não espere chegar ao extremo para procurar ajuda. Cuidar da sua saúde mental também é cuidar da sua família”, destacou.

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