Mais de meio milhão de pessoas bloquearam acesso a sites de apostas

Sistema permite o bloqueio unificado de contas em sites de apostas; Ministério da Saúde destina 6 milhões de reais para pesquisa sobre impacto das bets.

Fonte: Alex Rodrigues - Repórter da Agência Brasil - 20

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Mais de meio milhão de pessoas bloquearam acesso a sites de apostas
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  • Mais de 574 mil brasileiros já usaram a Plataforma Centralizada de Autoexclusão para bloquear acesso a sites de apostas regulamentados.
  • Do total, 69% optaram por bloqueio por tempo indeterminado e 31% por prazos específicos, com um ano como período mais comum.
  • O Ministério da Saúde repassou 6 milhões de reais à Unifesp para pesquisa nacional sobre impacto das apostas na saúde mental via SUS.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

Mais de 574 mil brasileiros já utilizaram a Plataforma Centralizada de Autoexclusão para restringir seu acesso a sites de apostas autorizados no país. Lançada em dezembro de 2025 pelo governo federal, a ferramenta permite que o cidadão bloqueie, com um único pedido vinculado ao seu CPF, o acesso a todas as plataformas regulamentadas. Segundo dados do Ministério da Saúde, a perda de controle sobre o jogo e danos à saúde mental são as principais motivações para a busca pelo sistema, mencionadas por 41% dos usuários.

A plataforma oferece flexibilidade para o bloqueio: 69% dos usuários optaram pela autoexclusão por tempo indeterminado, enquanto 31% definiram prazos específicos, com o período de um ano sendo o mais comum. Além de impedir o acesso e novos cadastros, o sistema suspende o envio de publicidade direcionada sobre apostas, funcionando como uma medida de proteção direta para aqueles que buscam reduzir ou cessar a prática.

Pesquisa nacional e suporte via SUS

Além da função de bloqueio, o sistema disponibiliza orientações de saúde mental e direciona usuários para o atendimento na rede pública. Nesta terça-feira (26), o Ministério da Saúde formalizou um repasse de 6 milhões de reais para a Unifesp conduzir a primeira pesquisa nacional sobre o impacto das apostas na saúde mental dos brasileiros, dentro do Sistema Único de Saúde (SUS). O estudo visa embasar novas estratégias de prevenção e redução de danos, com início previsto ainda para este ano.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que a iniciativa faz parte de um conjunto de ações governamentais voltadas à proteção da população. Em casos de transtornos associados ao jogo, a recomendação oficial é a busca por apoio especializado em unidades básicas de saúde (UBS) ou nos centros de atenção psicossocial (CAPS). Informações adicionais e locais de atendimento podem ser consultados por meio do portal SUS Digital, que oferece suporte e orientação para o enfrentamento de comportamentos de risco.

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