China chama acordos firmados com Trump de preliminaresa

Governo chinês afirma que acordos comerciais, agrícolas e aeronáuticos assinados durante visita de Donald Trump ainda dependem de negociações.

Fonte: Eduardo Baptista - Repórter da Reuters* - 44

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China chama acordos firmados com Trump de preliminaresa

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  • O Ministério do Comércio da China classificou como “preliminares” os acordos firmados durante a visita de Donald Trump a Pequim.
  • China e EUA concordaram em criar conselhos de investimentos e de comércio para negociar reduções tarifárias e facilitar produtos agrícolas.
  • Pequim informou que tratará de preocupações mútuas sobre barreiras a laticínios, produtos aquáticos, bonsai, carnes bovina e de aves, sem detalhar valores ou prazos.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

O Ministério do Comércio da China afirmou neste sábado (16) que os acordos comerciais, agrícolas e aeronáuticos firmados durante a visita do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ainda são considerados “preliminares”.

Trump deixou Pequim na sexta-feira (15), após dois dias de reuniões com o presidente chinês Xi Jinping. O encontro foi marcado por cerimônias oficiais, discursos amistosos e promessas de fortalecimento das relações econômicas entre as duas maiores potências do mundo.

Apesar do clima diplomático positivo, o governo chinês destacou que os entendimentos assinados ainda dependem de novas negociações e definições práticas.

Segundo o Ministério do Comércio da China, os dois países concordaram em criar um conselho de investimentos e um conselho de comércio para discutir reduções tarifárias recíprocas, além de possíveis cortes em taxas sobre produtos específicos, incluindo itens agrícolas.

O governo chinês também informou que haverá negociações para reduzir barreiras comerciais e ampliar o acesso de produtos agrícolas aos mercados dos dois países.

Em comunicado oficial, Pequim afirmou:

“O lado norte-americano promoverá ativamente a resolução das preocupações de longa data da China com relação à detenção automática de produtos lácteos e aquáticos, às exportações de bonsai em meios de cultivo para os EUA e ao reconhecimento da província de Shandong como área livre de gripe aviária.”

A China também afirmou que pretende avançar em questões consideradas prioritárias pelos Estados Unidos.

“O lado chinês também promoverá ativamente a resolução das preocupações dos EUA em relação ao registro de instalações de carne bovina e às exportações de carne de aves de alguns estados norte-americanos para a China.”

O ministério, no entanto, não divulgou detalhes sobre valores, cronogramas ou empresas envolvidas nos possíveis acordos.

A aproximação entre China e Estados Unidos acontece em um momento de tensão econômica global, marcado por disputas comerciais, tarifas internacionais, inflação e debates sobre tecnologia e inteligência artificial.

Especialistas avaliam que qualquer avanço nas negociações entre as duas potências pode impactar diretamente mercados financeiros, exportações agrícolas e o comércio internacional.

Mesmo assim, o posicionamento da China demonstra cautela sobre os resultados concretos da visita de Donald Trump, indicando que os acordos ainda estão em fase inicial de construção.

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