O Ministério da Saúde mobilizou equipes da Força Nacional do SUS e do Departamento de Emergências em Saúde Pública para socorrer os municípios de Ubá e Matias Barbosa, na Zona da Mata mineira. Os profissionais, que já atuavam no suporte a Juiz de Fora, foram redistribuídos para ampliar a assistência médica, psicológica e logística nas cidades vizinhas atingidas por enchentes e deslizamentos. Além de médicos e enfermeiros, o grupo conta com psicólogos focados no acolhimento de famílias que perderam entes queridos e desabrigados.
A operação federal inclui o envio imediato de vacinas, medicamentos de uso contínuo e kits de insumos estratégicos para primeiros socorros. Como muitas unidades de saúde foram danificadas ou ficaram isoladas pelo lodo, o Ministério está reorganizando o fluxo assistencial, redirecionando pacientes para postos operacionais. O ministro da Saúde em exercício, Adriano Massuda, garantiu que o suporte financeiro e técnico será mantido até que a rede local de saúde esteja totalmente recuperada e estabilizada.
Unidades móveis e exames de imagem
Para suprir a carência de atendimento especializado, carretas do programa “Agora Tem Especialistas” foram enviadas à região. Essas unidades móveis funcionam como centros de diagnóstico itinerantes, equipadas para realizar exames de imagem, como tomografia e ultrassonografia, além de pequenas cirurgias. A estratégia visa impedir que a destruição da infraestrutura física das cidades interrompa o tratamento de doenças crônicas e o diagnóstico de traumas causados pelos temporais.
Abastecimento e vigilância sanitária
Um dos principais desafios após as chuvas é o risco de doenças de veiculação hídrica, como a leptospirose. Por isso, o programa Vigiágua enviou caminhões-pipa para as áreas onde o sistema de abastecimento foi comprometido, garantindo água potável para consumo humano e para o funcionamento das tendas de saúde. Técnicos de vigilância também atuam na distribuição de hipoclorito de sódio para a limpeza de residências, visando reduzir focos de infecção e garantir a segurança sanitária da população local.
A Força Nacional do SUS permanecerá em campo por tempo indeterminado, adaptando o contingente de acordo com a evolução do cenário e as demandas das prefeituras. O trabalho conjunto entre o Ministério da Saúde e o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional busca acelerar a assistência humanitária e garantir que nenhuma localidade da Zona da Mata fique desassistida em meio à calamidade.








































