O Ministério da Saúde mobilizou uma equipe emergencial para reforçar o atendimento na base polo de Surucucu, na Terra Indígena Yanomami, em Roraima. A ação, divulgada nesta quarta-feira, 18, responde ao aumento de casos de coqueluche, que já causou três mortes entre crianças da região.
A equipe enviada chegou ao território na última segunda-feira e conta com especialistas em epidemiologia aplicadas ao SUS. O grupo tem experiência na contenção de surtos e trabalhará em conjunto com o Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) Yanomami em ações de prevenção.
Atualmente, 50 profissionais reforçam a assistência local e a coleta de materiais para análise. As crianças infectadas recebem tratamento em hospitais de Boa Vista, sendo que duas já receberam alta, enquanto outros casos suspeitos permanecem sob investigação rigorosa.
A vacinação é a principal defesa contra a coqueluche, disponível gratuitamente pelo SUS para crianças e gestantes. No território Yanomami, a cobertura vacinal em menores de um ano subiu de 29,8% em 2022 para 57,8% em 2025, evidenciando o esforço de recuperação imunológica.
Desde o decreto de estado de emergência em 2023, o Governo Federal intensificou o combate à desnutrição e ao garimpo ilegal na região. O número de profissionais de saúde no Dsei Yanomami saltou de 690 para mais de 1.800, representando um aumento de 169% no efetivo.
Dados oficiais de 2025 indicam que a mortalidade na região caiu 27,6% após o início das ações emergenciais. Contudo, lideranças indígenas ressaltam que a vasta extensão do território, com mais de 370 comunidades, ainda impõe desafios logísticos severos para a saúde pública.
A coqueluche é uma infecção respiratória contagiosa caracterizada por crises de tosse seca. O monitoramento contínuo das aldeias adjacentes a Surucucu busca evitar que a bactéria se espalhe por outras áreas da maior terra indígena do Brasil.






































