O Governo de Rondônia sedia, em Porto Velho, o Nodo Bioceânico Central, evento estratégico focado na consolidação da Rota Bioceânica. A discussão, iniciada na quarta-feira (3) e com encerramento previsto para esta sexta-feira (6), busca viabilizar a conexão entre o Atlântico e o Pacífico, reduzindo custos de transporte para a Ásia.

A integração logística promete transformar a região em um hub de desenvolvimento. Segundo o governador Marcos Rocha, a iniciativa fortalece a economia dos 52 municípios rondonienses e amplia a parceria com os países vizinhos, impulsionando exportações e a geração de empregos.
Integração estratégica e o Quadrante Rondon
O Ministério do Planejamento e Orçamento do Brasil, representado pelo secretário João Villaverde, destacou que Rondônia é peça-central no plano nacional. A chamada “Rota Quadrante Rondon” é uma das cinco rotas de integração sul-americana desenhadas para conectar o país ao mercado global e fortalecer o comércio regional.
A reitora da Universidade Federal de Rondônia (Unir), Marília Lima Pimentel, ressaltou que o projeto conta com suporte técnico-científico. Para a academia, a integração depende não apenas de asfalto e trilhos, mas de pesquisa que garanta o desenvolvimento sustentável e social para as populações envolvidas.
Unidade regional e inclusão de Costa Marques
Líderes internacionais, como os governadores Diego Paco Mamani (Arica e Parinacota, Chile), José Alejandro Unzueta (Beni, Bolívia) e Johnny Vedia Rodríguez (Oruro, Bolívia), enfatizaram que a conexão já é realidade. Eles destacaram que Rondônia e Beni deixaram de ser apenas fronteiras para se tornarem o “coração da integração”.
No encerramento do primeiro dia, Marcos Rocha entregou ao Governo Federal uma solicitação estratégica: a inclusão do trecho de Costa Marques no Programa Rotas de Integração Sul-Americana. A medida visa consolidar a saída pelo município rondoniense como uma via oficial para o escoamento de produtos rumo ao Pacífico.









































