O consumo de bebidas energéticas associadas ao álcool, prática comum em eventos sociais, acende um alerta entre especialistas em saúde. A mistura interfere na percepção do organismo, criando uma falsa sensação de alerta que esconde os sinais típicos da intoxicação alcoólica, como a perda de coordenação.
Segundo o nutrólogo Rômulo Bagano, professor da Afya Educação Médica em Porto Velho, o energético eleva hormônios como a adrenalina, enquanto o álcool deprime o sistema nervoso. Esse efeito oposto faz com que o indivíduo beba mais, sem perceber que suas capacidades motoras e de julgamento já estão comprometidas.
Os riscos cardiovasculares são imediatos, podendo causar taquicardia, arritmias e aumento súbito da pressão arterial. Mesmo jovens sem histórico de doenças estão vulneráveis a episódios de morte súbita, pancreatite e hepatite alcoólica silenciosa devido à sobrecarga metabólica imposta ao fígado e ao coração.
No sistema nervoso, a interação das substâncias pode gerar confusão mental, tremores e até convulsões. Especialistas afirmam que não existe uma dose segura para essa combinação, já que uma única lata de energético é capaz de alterar o limiar de intoxicação do corpo humano.
Sinais como palpitações, suor excessivo, dor no peito e náuseas indicam que o organismo está sob estresse crítico. Nesses casos, a orientação é buscar atendimento médico urgente, pois a desidratação e o desequilíbrio eletrolítico podem levar a desmaios e perda de consciência.
Para manter a disposição em festas, a recomendação médica é focar na hidratação constante e em uma alimentação equilibrada. Estratégias nutricionais orientadas e o uso de vitaminas são alternativas mais seguras para garantir energia sem expor os órgãos a danos permanentes.




































