O Programa Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) detectou 4.347 focos de calor até esta quinta-feira (29). O número é 46% superior ao registrado em janeiro do ano passado e configura o sexto maior resultado para o mês desde 1999.
A concentração de queimadas coincide com o agravamento da seca nas regiões Norte e Nordeste. O estado do Pará lidera as estatísticas com 985 registros, seguido de perto pelo Maranhão, que contabiliza 945 focos em meio a um quadro de estiagem severa.
No Maranhão, a situação é histórica, pois 2026 já apresenta o maior volume de focos para o mês de janeiro desde o início da série histórica. Ceará e Piauí também enfrentam condições críticas, com secas persistentes que favorecem a propagação do fogo.
Embora o indicador não determine o resultado anual, especialistas alertam que anos com janeiros secos costumam terminar com índices acima da média nacional. Órgãos estaduais afirmam ter intensificado a fiscalização com drones e o apoio a brigadas municipais.
As autoridades do Pará e Ceará pedem cautela na análise de recortes temporais curtos, mas reconhecem que o cenário climático exige resposta rápida. No Maranhão, o governo atribui o recorde à estiagem extrema que afeta todo o território.








































