Apex e Congresso planejam missão à Europa para destravar acordo com Mercosul

O presidente da ApexBrasil e o senador Davi Alcolumbre organizam uma visita oficial a Bruxelas em março para pressionar pela ratificação definitiva do tratado comercial.

Fonte: Wellton Máximo - Repórter da Agência Brasil - 20

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Apex e Congresso planejam missão à Europa para destravar acordo com Mercosul
© Marcelo Camargo/Agência Brasil

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A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e o Congresso Nacional articulam uma missão parlamentar de alto nível à Europa, prevista para março de 2026. A iniciativa, confirmada pelo presidente da Apex, Jorge Viana, visa combater resistências políticas no Parlamento Europeu e acelerar a ratificação do acordo de livre comércio assinado no último sábado.

O presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, sinalizou que a internalização do tratado será a prioridade absoluta na retomada dos trabalhos legislativos. A estratégia brasileira consiste em aprovar o texto rapidamente nos parlamentos do Mercosul para, em seguida, enviar uma comitiva de líderes parlamentares sul-americanos para dialogar diretamente com eurodeputados em Bruxelas.

A ofensiva diplomática ocorre após o Parlamento Europeu aprovar uma revisão jurídica do texto, o que pode atrasar a implementação do acordo por até dois anos. Jorge Viana destacou que a missão também terá o objetivo de atualizar a imagem do Brasil no exterior, enfrentando estereótipos que ligam o agronegócio nacional a problemas ambientais, argumentos que o governo considera defasados.

Estudos recentes da Apex indicam que o acordo pode gerar um aumento de 7 bilhões de dólares nas exportações brasileiras. O levantamento identifica oportunidades imediatas para 543 produtos brasileiros que teriam tarifas zeradas logo após a entrada em vigor do tratado, abrangendo desde alimentos até máquinas e equipamentos de alta tecnologia.

A União Europeia foi o segundo maior destino das vendas externas brasileiras em 2025, somando quase 50 bilhões de dólares. Para o governo, a ratificação é estratégica diante das tensões comerciais globais, permitindo ao Brasil diversificar seus parceiros e reduzir a dependência de mercados isolados como a China ou os Estados Unidos.

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