Em Cima da Hora: Dra. Dayanna Palmer fala sobre IA, dengue e Afya Summit

Publicado na revista científica PLOS Digital Health, o estudo analisou como o comportamento digital dos profissionais de saúde pode funcionar como um sinal epidemiológico complementar.

Fonte: News Rondonia

Publicado em

Atualizado em

Em Cima da Hora: Dra. Dayanna Palmer fala sobre IA, dengue e Afya Summit

Compartilhe esta notícia:

Nos siga no Google News

O programa Em Cima da Hora desta sexta-feira (21), às 9h, recebe a Dra. Dayanna Quintanilha Palmer, gerente médica da Afya e pesquisadora em saúde digital, para uma conversa sobre inovação, inteligência artificial, humanização na Medicina e os avanços no uso de dados para apoiar a saúde pública.

Um dos principais assuntos será a 3ª edição do Afya Summit, evento da Afya voltado à inovação, tecnologia e humanização na Medicina. A proposta é mostrar como transformações que antes pareciam pertencer ao futuro já estão presentes na rotina de médicos, pesquisadores e serviços de saúde.

A Dra. Dayanna também apresentará sua experiência como investigadora principal de uma pesquisa que combinou inteligência artificial, dados climáticos e registros anonimizados de buscas realizadas por médicos na plataforma Afya Whitebook para desenvolver um modelo capaz de antecipar internações por dengue.

Publicado na revista científica PLOS Digital Health, o estudo analisou como o comportamento digital dos profissionais de saúde pode funcionar como um sinal epidemiológico complementar.

Consultas feitas por médicos sobre protocolos, diagnóstico e tratamento da dengue podem refletir mudanças na assistência antes da consolidação de alguns indicadores tradicionais. Para desenvolver o modelo, os pesquisadores utilizaram redes neurais do tipo LSTM, tecnologia de inteligência artificial aplicada à análise de séries temporais.

O algoritmo integrou informações climáticas a registros agregados e anonimizados de acesso ao Afya Whitebook. Segundo as informações apresentadas pela pesquisa, a plataforma é utilizada por cerca de 150 mil médicos ativos mensalmente no Brasil. Os resultados apontaram que, em cenários nos quais os dados de internações chegam com atraso, a inclusão das buscas clínicas realizadas pelos médicos aumentou a capacidade preditiva do modelo.

A metodologia abre possibilidades para sistemas de alerta e para futuras aplicações envolvendo outras arboviroses, como Zika e Chikungunya. O impacto para a Região Norte O tema tem relação direta com a realidade da Região Norte. Estados como Rondônia, Acre, Amazonas, Pará e Tocantins enfrentam desafios recorrentes relacionados às arboviroses. Ferramentas capazes de antecipar tendências de aumento das internações podem contribuir para o planejamento da assistência, organização das redes de atendimento e tomada de decisões por gestores e profissionais de saúde. Durante a entrevista, a Dra. Dayanna explicará até onde a inteligência artificial pode chegar nesse processo e quais cuidados são necessários para que a tecnologia seja utilizada de forma segura e responsável.

A discussão parte de um princípio central: a inteligência artificial não substitui o médico. A tecnologia pode ampliar a capacidade de analisar informações, identificar padrões, antecipar cenários e apoiar decisões clínicas e epidemiológicas, enquanto o cuidado e a tomada de decisão continuam exigindo conhecimento profissional e atenção ao paciente. Afya Summit 2026 A entrevista também apresentará ao público a proposta da 3ª edição do Afya Summit, marcada para 29 de agosto.

O encontro reunirá especialistas para debater inteligência artificial, inovação, liderança, ética e humanização na Medicina. Entre os nomes previstos na programação estão Daniel Kraft, Drauzio Varella e Ana Cláudia Quintana Arantes, além de especialistas da Afya. A pesquisa conduzida pela Dra. Dayanna servirá como exemplo de como parte das tecnologias discutidas no evento já encontra aplicações concretas na saúde.

NEWS QUE VOCÊ VAI QUERER LER

DESTAQUE NEWS

EMPREGOS E CONCURSOS

POLÍTICA

POLÍCIA

ÚLTIMAS NOTÍCIAS