Prefeitura capacita rede privada para combater malária em Porto Velho

Treinamento orienta profissionais sobre diagnóstico, tratamento e notificação de casos de malária na rede privada da capital e dos distritos.

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Prefeitura capacita rede privada para combater malária em Porto Velho
Fotos: Taiana Mendonça e Simone Rios

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A Prefeitura de Porto Velho capacitou, nesta sexta-feira (21), profissionais da rede privada e de empresas terceirizadas sobre notificação e manejo da malária. A iniciativa busca fortalecer a vigilância epidemiológica e melhorar a identificação e o acompanhamento de casos na capital e nos distritos.

O treinamento é promovido pela Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), por meio da Coordenação Municipal do Programa da Malária, em parceria com a empresa Oikos, que presta assistência à saúde de trabalhadores de grandes empreendimentos da região, incluindo as usinas de Jirau e Santo Antônio.

A capacitação orienta as equipes sobre o preenchimento correto do Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Malária (Sivep-Malária) e sobre os protocolos adotados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Por que a notificação da malária é importante

Segundo a coordenadora do Programa Municipal da Malária, Rosilene Ruffato, a capacitação busca manter os profissionais alinhados às normas oficiais e melhorar o registro dos casos.

“Estamos ofertando um treinamento voltado ao preenchimento de notificação da ficha Sivep, direcionado às unidades privadas que prestam assistência a trabalhadores desses empreendimentos, fortalecendo a vigilância e o manejo correto da doença”, explicou.

A notificação adequada permite que os serviços de saúde e a vigilância epidemiológica tenham informações mais precisas sobre os casos e possam identificar áreas de transmissão.

As normas do Ministério da Saúde estabelecem a notificação compulsória dos casos de malária por serviços públicos e privados em até sete dias.

Capacitação aborda diagnóstico e tratamento

Além dos procedimentos de notificação, o treinamento apresenta orientações relacionadas ao diagnóstico da doença. Entre os temas estão a realização do exame de gota espessa e a utilização de testes rápidos para identificação da infecção.

Os profissionais também recebem informações sobre a necessidade de realizar a testagem de G6PD antes da administração de determinados medicamentos. O procedimento busca verificar condições que possam interferir na segurança do tratamento.

Outro ponto abordado é a importância das lâminas de verificação de cura nos dias indicados após o início do acompanhamento médico.

Parceria amplia vigilância epidemiológica

A secretária municipal de Saúde, Sandra Cardoso, destacou que a integração entre os serviços públicos e privados contribui para acelerar a identificação dos casos e a adoção de medidas de controle.

“A malária não faz distinção entre quem busca atendimento na rede pública ou privada. Quando a Semusa une forças com as empresas privadas, garantimos que qualquer trabalhador ou morador diagnosticado receba o tratamento correto imediatamente, além de permitir que o município identifique rapidamente os locais de transmissão e aja para bloquear o mosquito”, afirmou.

Para o prefeito Léo Moraes, a parceria amplia a capacidade de resposta do município.

“Combater a malária exige união, informação e rapidez no atendimento. Quando fortalecemos a parceria com a rede privada, conseguimos identificar os casos mais cedo, garantir o tratamento adequado e agir de forma mais eficiente nas áreas de transmissão”, declarou.

A capacitação integra as ações de vigilância e controle da malária desenvolvidas em Porto Velho e busca aproximar os serviços privados dos protocolos municipais e nacionais de enfrentamento à doença.

Com informações de Taiana Mendonça

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