A Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo afirmaram nesta sexta-feira, 16 de janeiro, que não existem indícios de fraude no último concurso para delegado. A declaração ocorre após a prisão de Layla Lima Ayub, aprovada recentemente no certame e suspeita de integrar uma organização criminosa.
Layla estava em estágio probatório e frequentava o curso de formação na Academia de Polícia quando foi detida na capital paulista. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, a acusada atuou ilegalmente como advogada em audiências de custódia no Pará, defendendo lideranças do PCC, mesmo após ter sido empossada no cargo público.
As provas colhidas pela Corregedoria apontam que a mulher mantinha um envolvimento amoroso com um integrante da facção que estava em liberdade condicional. Ambos foram localizados e presos em uma pensão em São Paulo. O promotor Carlos Gaya explicou que a cooptação teria ocorrido durante o exercício da advocacia.
Apesar da inexistência de sinais de fraude nas provas do concurso, as autoridades continuarão apurando como se deu a aprovação e se houve auxílio externo. A prisão temporária de Layla foi decretada por 30 dias, e ela deve responder pelos crimes de lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa.
A identificação rápida da suspeita foi classificada pela cúpula da segurança paulista como uma ação preventiva fundamental. Caso não tivesse sido descoberta, a presença de uma pessoa ligada ao crime organizado dentro da estrutura da Polícia Civil representaria um risco concreto às investigações e à segurança pública do estado.










































