Irã ameaça fechar corredores de petróleo em escalada com EUA

Guarda Revolucionária promete bloquear exportações de aliados americanos após ataques a bases e anúncio de bloqueio naval por parte de Washington.

Fonte: Francisco Rodrigo

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Irã ameaça fechar corredores de petróleo em escalada com EUA
© Reuters/Stringer

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  • A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã ameaçou fechar todos os corredores regionais de exportação de petróleo que beneficiam os EUA e seus aliados, em meio ao fechamento do Estreito de Ormuz e a um bloqueio naval americano.
  • O Irã afirma ter atacado bases americanas no Bahrein, Kuwait e Jordânia, enquanto os EUA conduziram uma ofensiva de sete horas contra dezenas de alvos militares próximos ao Estreito de Ormuz e na costa iraniana.
  • Donald Trump ameaçou atacar infraestruturas críticas iranianas caso não haja retomada de negociações, aumentando a volatilidade no mercado de energia e a pressão sobre o fluxo de petróleo que passa por Ormuz.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

A tensão no Oriente Médio atingiu um nível crítico nesta quarta-feira (15). A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã ameaçou fechar todos os corredores regionais de exportação de petróleo que beneficiam os Estados Unidos e seus aliados. A declaração surge como resposta ao fechamento do Estreito de Ormuz por Teerã e ao anúncio de um novo bloqueio naval americano aos portos iranianos. Em comunicado oficial, a força iraniana afirmou que “as exportações regionais de energia são compartilhadas com todos ou negadas para todos”.

Ataques a bases americanas

Em retaliação às ações militares dos EUA, a Guarda Revolucionária afirmou ter executado ataques contra instalações estratégicas no Bahrein, Kuwait e Jordânia, alegando que hangares de aeronaves e bases logísticas foram alvos de suas forças. Segundo o Comando Central americano, os EUA responderam com uma ofensiva de sete horas na noite de terça-feira (14), atingindo dezenas de alvos militares nas proximidades do Estreito de Ormuz e em zonas costeiras iranianas, em uma tentativa de degradar a capacidade do Irã de atacar navios mercantes.

Ameaças de Trump e instabilidade no mercado

O presidente Donald Trump intensificou a retórica, declarando que, caso Teerã não retome as negociações, os EUA alvejarão infraestruturas críticas, como centrais elétricas e pontes iranianas na próxima semana. O impasse fragiliza o cessar-fogo estabelecido em junho e gera incertezas sobre o suprimento global de energia, visto que cerca de um quinto das remessas mundiais de petróleo e gás transitavam por Ormuz antes do conflito. O preço do barril de petróleo Brent oscilou bruscamente, atingindo picos de 87 dólares antes de recuar para 78 dólares após as declarações do líder americano.

Cenário de conflito aberto

Atualmente, a Marinha dos EUA mantém uma presença robusta na região, com ao menos 19 navios de guerra, incluindo dois porta-aviões e um efetivo de fuzileiros navais prontos para operações. Enquanto Washington exige a reabertura do estreito e a retomada das negociações, o governo iraniano insiste em seu direito de gerir o tráfego marítimo na área. A ausência de um acordo definitivo mantém o mercado de energia sob forte pressão e o cenário geopolítico em constante risco de uma expansão das hostilidades.

Perguntas frequentes

Qual a atual ameaça do Irã em relação à exportação de petróleo?

O Irã ameaçou fechar todos os corredores de exportação regionais que beneficiam os EUA e aliados, caso seu acesso continue restrito ou sofra sanções.

Quais foram os alvos das ofensivas recentes de EUA e Irã?

Os EUA atingiram alvos militares perto do Estreito de Ormuz e costa iraniana; o Irã afirmou ter atacado bases americanas no Bahrein, Kuwait e Jordânia.

Qual a posição do presidente Donald Trump sobre o conflito?

Trump ameaçou destruir infraestruturas como pontes e centrais elétricas iranianas caso o país não retome as negociações para um acordo.

Como o conflito impacta o mercado de petróleo?

O receio de interrupção no fluxo de petróleo via Estreito de Ormuz causou volatilidade nos preços, com o barril Brent atingindo valores próximos a 87 dólares.

 

Com informações de Cristina Sambado – repórter da RTP

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