Disputa presidencial no Peru segue indefinida após virada

Roberto Sánchez supera Keiko Fujimori por pequena margem com 93,9% das urnas apuradas; resultado depende de votos de áreas rurais e do exterior.

Fonte: Lucas Pordeus León - Repórter da Agência Brasil - 20

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Disputa presidencial no Peru segue indefinida após virada
© REUTERS/Alessandro Cinque/Proibida reprodução

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  • Com 93,9% das urnas processadas, Roberto Sánchez tem 50,008% dos votos e supera Keiko Fujimori, com 49,992%.
  • A disputa segue indefinida, pois restam cerca de 4,6 mil urnas, concentradas no exterior e em redutos serranos e andinos.
  • O pleito definirá o presidente do Peru entre 2026 e 2031, em cenário de instabilidade política e atenção geopolítica internacional.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

A eleição presidencial peruana registra uma disputa acirrada nesta segunda-feira (8). Com 93,9% das urnas processadas pela Oficina Nacional de Processos Eleitorais (ONPE), o candidato de esquerda Roberto Sánchez alcançou 50,008% dos votos, superando numericamente a direitista Keiko Fujimori, que soma 49,992%. A diferença entre os dois é de apenas 2.942 votos, em um cenário onde ainda restam aproximadamente 4,6 mil urnas para serem contabilizadas.

Cenário de incerteza

A indefinição persiste devido à origem das atas que ainda faltam ser processadas. Segundo o professor Gustavo Menon, da Universidade de São Paulo (USP), as urnas pendentes concentram-se tanto no exterior, onde a tendência é favorável a Fujimori, quanto na região serrana e nos Andes, redutos onde Sánchez possui larga vantagem.

O vencedor governará o país pelo período de 2026 a 2031. O Peru enfrenta uma década de instabilidade política, marcada por renúncias e destituições presidenciais que fragilizaram a governança nacional.

Perfis dos candidatos

Keiko Fujimori: Filha do ex-ditador Alberto Fujimori, Keiko busca sua primeira vitória presidencial após três derrotas consecutivas em segundos turnos (2011, 2016 e 2021). Sua plataforma defende uma aproximação estratégica com o governo dos Estados Unidos e políticas rígidas de segurança.

Roberto Sánchez: Psicólogo e ex-ministro de Pedro Castillo, Sánchez representa a ala que defende a convocação de uma Assembleia Constituinte para substituir a Constituição de herança fujimorista. Durante a campanha, o candidato moderou seu discurso econômico, abandonando propostas de nacionalização, mas mantendo o foco em reformas trabalhistas para a formalização do setor informal.

Disputa geopolítica

O resultado é acompanhado com atenção internacional devido ao papel do Peru na América do Sul. A eleição é vista como um ponto de inflexão para o país, que equilibra a influência de investimentos chineses com a crescente pressão dos Estados Unidos para integrar o país em blocos de combate a grupos criminosos transnacionais. Enquanto Keiko alinha-se ao governo Trump, Sánchez representa uma continuidade dos movimentos rurais e indígenas que, nos últimos anos, protagonizaram embates diretos com o Legislativo peruano.

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