Irã desafia ultimato dos EUA e impõe novas regras no Estreito de Ormuz

Teerã afirma que via marítima estratégica não retomará status anterior; Trump ameaça retaliação severa caso passagem de petróleo não seja liberada.

Fonte: Lucas Pordeus León - Repórter da Agência Brasil - 20

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Irã desafia ultimato dos EUA e impõe novas regras no Estreito de Ormuz
© Agência de Notícias da republica Islâmica.

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  • A Marinha da Guarda Revolucionária do Irã afirma que o Estreito de Ormuz não voltará às condições anteriores e impõe nova ordem com Omã.
  • Donald Trump ameaça o Irã com represálias caso o estreito não seja reaberto, enquanto Teerã rejeita suas exigências e cobra indenizações e retirada de bases dos EUA.
  • Após a morte do chefe de inteligência da IRGC em ataque israelense, o Irã lança nova onda de ataques contra EUA e Israel, elevando o risco de guerra total.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

A Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) desafiou o ultimato do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao afirmar que o Estreito de Ormuz não retornará às condições de navegação anteriores ao conflito. Em comunicado divulgado neste domingo, 5 de abril, as autoridades iranianas declararam que estão estabelecendo uma “nova ordem” para o Golfo Pérsico, com regras de passagem definidas em parceria exclusiva com o Omã. Atualmente, cerca de 20% do petróleo e gás mundial transitam pela via, que permanece fechada para navios não autorizados por Teerã desde o início das hostilidades com Washington e Israel.

O acirramento da crise ocorre após Trump ameaçar lançar “o inferno” sobre o Irã caso o estreito não seja reaberto até esta terça-feira, 7 de abril. O presidente norte-americano condiciona o fim da guerra ao cumprimento de 15 pontos, que incluem o desmantelamento total dos programas nuclear e balístico iranianos. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, rejeitou as exigências nesta segunda-feira, classificando-as como “ilógicas e excessivas”. O governo persa exige, em contrapartida, indenizações pelos danos de guerra e a retirada definitiva das bases militares dos EUA da região.

No campo militar, o Irã confirmou a morte do brigadeiro-general Seyed Majid Khademi, chefe de inteligência da IRGC, vítima de um ataque aéreo israelense em Teerã. Como resposta, o Quartel-General Khatam al-Anbiya anunciou a 98ª onda de ataques contra interesses dos EUA e Israel no Oriente Médio. Segundo o porta-voz Ibrahim Zulfiqari, locais estratégicos em Tel Aviv, Haifa e Be’er Sheva foram alvejados, além de um navio porta-contêineres. O regime iraniano alertou que qualquer nova ofensiva contra alvos civis em seu território resultará em retaliações de intensidade multiplicada.

O impasse diplomático trava as tentativas de cessar-fogo e aumenta a instabilidade nos mercados globais de energia. Enquanto os Estados Unidos mantêm a pressão econômica e militar para forçar a reabertura da rota comercial, o brigadeiro-general Mohammad Akraminia afirmou que o objetivo iraniano é levar o inimigo ao “arrependimento genuíno” para evitar futuros conflitos. O cenário de guerra total permanece latente, com ambos os lados reforçando suas posições estratégicas e rejeitando termos de negociação que consideram desfavoráveis à soberania nacional ou à segurança regional.

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