Asteroide guarda pistas de como água ajudou a preservar moléculas ligadas à origem da vida

Análise microscópica inédita mostra que interação entre minerais e água no asteroide protegeu moléculas orgânicas essenciais para o DNA e aminoácidos.

Fonte: Roberto Peixoto, g1 - 20

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Asteroide guarda pistas de como água ajudou a preservar moléculas ligadas à origem da vida
NASA/Goddard/University of Arizona

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  • Estudo publicado no PNAS analisou partícula do asteroide Bennu trazida pela missão OSIRIS-REx em alta resolução.
  • Cientistas concluíram que a água atuou como agente de preservação de moléculas orgânicas frágeis, em vez de destruí-las.
  • Amostras puras e sem oxigênio revelaram um mosaico microscópico de minerais, compostos orgânicos e matéria orgânica primordial rica em nitrogênio.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

Um estudo publicado nesta segunda-feira, 30 de março, no periódico PNAS, trouxe revelações surpreendentes sobre o asteroide Bennu. Ao analisar uma partícula da amostra trazida pela missão OSIRIS-REx, cientistas descobriram que a água, ao contrário do que se pensava, atuou como um agente de preservação para moléculas orgânicas frágeis. A pesquisa utilizou tecnologia de alta resolução para mapear compostos químicos em uma escala de apenas 20 nanômetros.

A análise, liderada pelo pesquisador Mehmet Yesiltas, identificou que o interior do asteroide funciona como um “mosaico microscópico”. Em um único grão de rocha, coexistem três regiões distintas: uma rica em minerais formados pela reação com a água, outra com compostos orgânicos e uma terceira com altos índices de nitrogênio. Esta última zona é considerada matéria orgânica primordial, formada antes mesmo da presença de água no corpo celeste.

O diferencial desta descoberta está na pureza do material. Diferente de meteoritos que caem na Terra e sofrem contaminação atmosférica imediata, as amostras do Bennu foram coletadas no espaço e mantidas em ambiente livre de oxigênio. Isso permitiu observar moléculas que seriam destruídas em contato com o ar, comprovando que a água fluiu por caminhos restritos dentro do asteroide, protegendo nichos de compostos orgânicos em vez de dissolvê-los uniformemente.

Com o avanço dos estudos, a equipe pretende comparar os dados do Bennu com amostras do asteroide Ryugu. O objetivo é entender as diferentes formas de interação química no início do Sistema Solar e como esses processos garantiram a sobrevivência dos blocos fundamentais que, mais tarde, poderiam ter dado origem à vida na Terra e em outros corpos celestes.

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