Deixa arder: fogo, fumaça e calor intenso fazem Manaus amanhecer e dormir sob uma névoa tóxica; MP2,5 chega a 114,6 µg/m³

Concentração de MP2,5 chegou a 114,6 µg/m³ na noite de quarta-feira, mas caiu para 73,65 µg/m³ na manhã desta quinta, segundo a Prefeitura.

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Fumaça associada às queimadas no interior do Amazonas toma diferentes áreas da capital; Itacoatiara, Careiro da Várzea, Manaquiri e Autazes estão entre os municípios apontados como principais áreas de contribuição

Manaus amanhece e termina o dia sob uma combinação preocupante de calor intenso e fumaça das queimadas. Na noite de quarta-feira (7), a concentração média de partículas finas (MP2,5) chegou a 114,6 µg/m³, nível classificado como “muito ruim” pelas autoridades municipais de monitoramento da qualidade do ar.

Deixa arder: fogo, fumaça e calor intenso fazem Manaus amanhecer e dormir sob uma névoa tóxica; MP2,5 chega a 114,6 µg/m³

A fumaça que encobre diferentes áreas da capital amazonense está associada, principalmente, às queimadas registradas no interior do estado. Entre os municípios apontados como áreas de maior contribuição para a presença da fumaça estão Itacoatiara, Careiro da Várzea, Manaquiri e Autazes.

Os números do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostram que a concentração dos focos de calor está majoritariamente fora da capital. Dos 749 focos identificados no Amazonas nesta quarta-feira, apenas dois foram registrados em Manaus. A maior parte das ocorrências está distribuída pelo interior do estado, favorecendo a formação e o deslocamento da fumaça para diferentes áreas da região metropolitana.

O cenário ganha ainda mais atenção diante das temperaturas elevadas registradas em Manaus. A combinação entre calor e concentração de partículas na atmosfera pode aumentar o desconforto da população e provocar piora nas condições do ar respirado.

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Segundo a Prefeitura de Manaus, a Secretaria Executiva de Proteção e Defesa Civil Municipal (Sepdec), vinculada à Secretaria Municipal de Segurança Pública e Defesa Social (Semseg), acompanha os índices de qualidade do ar e mantém o monitoramento da concentração de partículas finas.

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As ações de prevenção e fiscalização também são realizadas pelo Comitê de Prevenção às Queimadas e pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), que desenvolve campanhas educativas, fiscaliza áreas suspeitas e utiliza drones para localizar possíveis pontos de queimadas.

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Enquanto os focos permanecem espalhados pelo interior do Amazonas, a fumaça continua sendo transportada pela atmosfera e alcançando Manaus. O resultado é uma capital pressionada por dois extremos: o calor elevado e a deterioração da qualidade do ar.

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