Rondônia registra 266 focos de queimadas entre 1º e 25 de agosto; áreas protegidas concentram 43 ocorrências

Porto Velho lidera os registros no estado, com 96 focos, enquanto Candeias do Jamari e Machadinho d’Oeste aparecem na sequência; unidades de conservação estaduais e federais também registram ocorrências.

Publicado em

Rondônia registra 266 focos de queimadas entre 1º e 25 de agosto; áreas protegidas concentram 43 ocorrências

Compartilhe esta notícia:

Nos siga no Google News

Rondônia contabilizou 266 focos de queimadas entre 1º e 25 de agosto de 2026, segundo dados do Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). A maior concentração está em poucos municípios: Porto Velho lidera com 96 focos (36,1%), seguido por Candeias do Jamari, com 60 (22,6%), e Machadinho d’Oeste, com 36 (13,5%). Juntos, os três municípios concentram 192 ocorrências, equivalentes a 72,2% do total estadual.

Rondônia registra 266 focos de queimadas entre 1º e 25 de agosto; áreas protegidas concentram 43 ocorrências

Na sequência aparecem Guajará-Mirim, com 16 focos (6%), Cujubim, com oito (3%), e Theobroma, com sete (2,6%). Nova Mamoré contabilizou seis ocorrências, enquanto Cacoal, Pimenta Bueno, Santa Luzia d’Oeste e São Francisco do Guaporé registraram quatro focos cada.

Além da concentração municipal, o levantamento chama atenção para a presença de focos em áreas protegidas. Entre 1º e 25 de agosto, foram identificadas 26 ocorrências em unidades de conservação estaduais. A Reserva Extrativista (Resex) Angelim lidera, com 10 focos (38,5%), seguida pela Resex Jaci-Paraná, com quatro (15,4%), e pela Flona Estadual de Rendimento Sustentado do Rio Madeira “B”, com três (11,5%).

Também foram registrados dois focos na Estação Ecológica de Samuel (ESEC), dois no Parque Estadual de Guajará-Mirim (PES) e dois na Resex Rio Preto-Jacundá. A Resex IPE, a Resex Pedras Negras e a Resex Rio Pacaás Novos tiveram um foco cada.

Rondônia registra 266 focos de queimadas entre 1º e 25 de agosto; áreas protegidas concentram 43 ocorrências

Nas unidades de conservação federais, o INPE contabilizou outros 17 focos no mesmo período. A Floresta Nacional (Flona) do Bom Futuro concentra oito ocorrências (47,1%), enquanto a REBIO do Guaporé e a Resex do Rio Ouro Preto registraram quatro focos cada (23,5%). O Parna Mapinguari teve um registro. Com isso, as unidades de conservação estaduais e federais somam 43 focos de calor no período.

O comportamento dos registros também variou ao longo das semanas. Entre 3 e 9 de agosto, foram contabilizados 54 focos; de 10 a 16 de agosto, o número subiu para 63. O maior volume ocorreu entre 17 e 23 de agosto, com 129 focos, correspondentes a 48,5% dos registros apresentados no gráfico semanal. Entre 24 e 30 de agosto, ainda com a semana em andamento, havia 11 focos registrados.

Rondônia registra 266 focos de queimadas entre 1º e 25 de agosto; áreas protegidas concentram 43 ocorrências

No cenário nacional, municípios da Amazônia Legal aparecem entre os locais com maior número de focos. Apuí (AM) lidera o ranking mostrado pelo INPE, com 610 registros, seguido por Altamira (PA), com 476; Itaituba (PA), com 425; e Colniza (MT), com 422. Porto Velho, com 96 focos, e Candeias do Jamari, com 60, também aparecem na relação nacional apresentada pelo sistema.

Os números evidenciam uma forte concentração dos focos de calor em determinadas regiões de Rondônia, ao mesmo tempo em que mostram ocorrências dentro de áreas destinadas à conservação ambiental. O cenário reforça a necessidade de monitoramento durante o período de estiagem, especialmente nos municípios e unidades de conservação com maior quantidade de registros.

Rondônia registra 266 focos de queimadas entre 1º e 25 de agosto; áreas protegidas concentram 43 ocorrências

Prefeitura de Porto Velho reforça combate às queimadas

Diante do avanço dos focos de calor durante o período de estiagem, a Prefeitura de Porto Velho vem intensificando o trabalho de prevenção, fiscalização e combate às queimadas no município. As ações são desenvolvidas pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Sema), em conjunto com o Corpo de Bombeiros Militar e o Programa Sentinela, com atuação no monitoramento de áreas de risco, atendimento às ocorrências e apuração de denúncias relacionadas a incêndios.

O trabalho também busca responsabilizar os envolvidos em queimadas ilegais e evitar que pequenos focos evoluam para incêndios de grandes proporções, especialmente em áreas de vegetação e regiões próximas a propriedades e comunidades. A Prefeitura orienta a população a denunciar focos de incêndio e situações de queima irregular pelo aplicativo PVH+ ou pelo WhatsApp da Sema, no número (69) 98423-4092. Em ocorrências que ofereçam risco imediato à população ou ao meio ambiente, a orientação é acionar o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193.

A estratégia municipal combina prevenção, fiscalização, monitoramento e resposta rápida às ocorrências, buscando reduzir os danos ambientais provocados pelo fogo e proteger a população durante o período mais crítico de estiagem.

Governo Lula reforça recursos para prevenção e combate aos incêndios

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reforçou as ações de enfrentamento às queimadas com a liberação de R$ 337,4 milhões para prevenção, combate ao fogo e fiscalização ambiental. Os recursos foram distribuídos entre Ibama e ICMBio, ampliando a estrutura para atuar em áreas de maior risco e em unidades de conservação federais.

A medida representa um reforço financeiro para que os órgãos ambientais possam intensificar o monitoramento, a fiscalização e as ações de prevenção e combate aos incêndios durante o período de estiagem.

Foco de calor não significa necessariamente incêndio

É importante destacar que a identificação de um foco de calor por satélite não significa, necessariamente, a ocorrência de um incêndio florestal de grandes proporções. O registro aponta apenas uma anomalia térmica detectada pelo sistema de monitoramento. Para confirmar a existência de uma queimada ou incêndio e avaliar sua dimensão, é necessário cruzar os dados de satélite com outras informações e, quando possível, realizar a verificação em campo. Com informações da Secom/Prefeitura de Porto Velho e Senado Federal.

NEWS QUE VOCÊ VAI QUERER LER

DESTAQUE NEWS

EMPREGOS E CONCURSOS

POLÍTICA

POLÍCIA

ÚLTIMAS NOTÍCIAS